Justiça italiana abre inquérito sobre morte de cadela de Bocelli

Agência - Ansa

Defensor dos animais apresentou queixa para apurar queda no mar

Pallina desapareceu no mar da Sardenha em agosto passado

Pallina desapareceu no mar da Sardenha em agosto passado Foto: Agência Ansa

O Ministério Público de Tempio Pausania, no sul da Itália, abriu um inquérito sobre a morte de Pallina, cachorrinha do tenor Andrea Bocelli que desapareceu no dia 21 de agosto de 2020 após cair no trecho entre Arzachena e o Golfo Aranci, no mar da Sardenha, durante uma viagem de barco feita pelo italiano.

A investigação foi desencadeada por uma denúncia apresentada em 25 de agosto por Lorenzo Croce, presidente da Associação Italiana de defesa dos animais e do meio ambiente (Aidaa). No processo, ele relata queixas contra desconhecidos pelos crimes de abandono de animais e negligência culposa.

Pallina sumiu nas férias do tenor na ilha da Sardenha após cair no trecho entre Liscia Ruja e Baia Caddinas durante um passeio de barco. Na época, houve uma mobilização local para tentar encontrar a cachorrinha, mas nenhuma pista foi encontrada e Bocelli afirmou que as buscas haviam sido encerradas.

Ao saber da notícia, Croce citou em sua queixa os nomes de Bocelli e sua esposa, Veronica Berti, "como pessoas que podem reconstituir em detalhes a história do ocorrido no barco e os possíveis motivos pelos quais o cão ficou sozinho, o que determinou a queda no mar e o consequente afogamento".

"O promotor de Tempio quer ver com clareza e abriu um processo contra desconhecidos para saber como as coisas realmente correram", explicou Croce, relatando que foi ouvido na quarta, 27, pela polícia local de Pregnana Milanese, na Lombardia, como uma testemunha dos fatos e autor da denúncia.