Johnny Massaro se retrata após comentário considerado machista

Redação - O Estado de S.Paulo

'De repente, você passa a ser tudo aquilo que luta pra não ser', disse ator

Johnny Massaro em 'Deus Salve o Rei'

Johnny Massaro em 'Deus Salve o Rei' Foto: Marília Cabral / Globo / Divulgação

Após ter comentado, em tom de aprovação, em uma postagem feita pelo ator Caio Blat e considerada machista por parte de seus seguidores, o ator Johnny Massaro, um dos protagonistas de Deus Salve o Rei, deu o seu lado da situação e se retratou em seu próprio perfil nesta quinta-feira, 26.

Na ocasião, Caio publicou uma foto ao lado de uma mulher com uma camisa escrito: "Bruta, não. Mal domada". Johnny postou alguns risos em caixa alta e a frase "Te venero" ao amigo, o que não foi visto com bons olhos por parte de seus fãs.

"Decidi não me esconder atrás do medo de ser mal interpretado. A gente sabe quem é a vítima nessa história e não possuo nem quero assumir esse papel. Tenho profundo respeito pela luta feminista", começou.

Em seguida, o ator ressaltou que conversou com sua amiga Carolínie Figueiredo, que também estava envolvida nos comentários da conversa: "Ela me clareou esse caminho e disse: 'É muito difícil quando a gente busca ser coerente e viver em verdade e, de repente, cai do cavalo'. Mas ninguém está imune. Não é?"

"De repente, você passa a ser tudo aquilo que luta para não ser. Ao mesmo tempo, não. [...] Não tenho controle sobre o que pensam de mim - o fato de estar em exposição pode deixar as coisas maiores - e, por isso, preciso jogar ainda mais atenção sobre minha ações, pensamentos e palavras", prosseguiu.

Em seguida, encerrou seu pensamento: "Fui incoerente com um comentário. Caí do cavalo? Yep! Isso pode me tornar o que você acha que eu sou, beleza. Mas não define quem eu sou. Depois de uma cerimônia, dia desses, um irmão compartilhou o seguinte ensinamento: 'É melhor trocar o julgamento pelo entendimento'. Parece ser uma boa bandeira."

Confira a íntegra da postagem de Johnny abaixo:

 

 

Decidi não me esconder atrás do medo de ser mal interpretado. A gente sabe quem é vítima nessa história e não posso nem quero assumir esse papel. Tenho profundo respeito pela luta feminista. Tenho consciência da importância do sagrado feminino e do alinhamento dessa energia dentro de mim, inclusive, e trabalho para isso. Não vejo qualquer porquê de um ser humano ser - por qualquer motivo que o defina a priori - motivo de destinação ou desrespeito. Conversando com minha mana - sim, eu chamo a @carolinie_figueiredo de “mana” - ela me clareou esse caminho, disse “É muito difícil quando a gente busca ser coerente e viver em verdade e, de repente, cai do cavalo.” Mas ninguém está imune. Não é? De repente, você passa a ser aquilo que luta para não ser. Ao mesmo tempo, não. Espera, calma. Eu sei da minha história. Bem, isso tudo é um aprendizado e me deixa mais corajoso e consciente. Penso que faz parte do trabalho reconhecer os erros e os acertos no caminho, com humildade. Não tenho controle sobre o que pensam de mim - e o fato de estar em exposição pode deixar as coisas maiores - e, por isso, preciso jogar ainda mais atenção sobre minhas ações, pensamentos e palavras. Penso que aí mora o que chamamos “coerência”. Através das palavras, por exemplo, fui incoerente em um comentário. Caí do cavalo? Yep! Isso pode me tornar o que você acha que eu sou, beleza. Mas não define quem eu sou. Depois de uma cerimônia dia desses, um irmão compartilhou o seguinte ensinamento: “é melhor trocar o julgamento, pelo entendimento.” Parece ser uma boa bandeira. PS: seria bacana que os sites que dedicaram seu tempo dizendo que briguei com meus colegas, coisa que não aconteceu, tentassem entender essa verdade: cumpririam mais dignamente seu papel e talvez, quem sabe, ajudassem mais nesse caminhar, que é nosso.

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