Jameela Jamil relembra aborto: 'melhor decisão para mim e o bebê'

Redação - O Estado de S.Paulo

'Não dou a mínima para o que pensam. Meu corpo, minhas regras', afirmou atriz de 'The Good Place' em suas redes sociais

A atriz Jameela Jamil.

A atriz Jameela Jamil. Foto: Danny Moloshok / Reuters

A atriz Jameela Jamil, conhecida por seu trabalho na série The Good Place, exibida no Brasil pela Netflix, publicou um relato falando sobre um aborto que fez quando era jovem por conta das discussões sobre a lei antiaborto que foi aprovada recentemente no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

"Eu não dou o mínimo f***-se para o que vocês pensam da minha decisão. Meu corpo, minhas regras. Essa lei antiaborto na Geórgia é tão desconcertante, desumana e descaradamente demonstra o ódio sobre as mulheres", escreveu Jameela em seu Instagram na segunda-feira, 13.

Na sequência, a atriz relatou uma experiência pessoal: "Eu tive um aborto quando eu era jovem, e foi a melhor decisão que eu já fiz. Tanto para mim, quanto para o bebê que eu não queria, para o qual eu não estava preparada emocionalmente, psicologicamente e financeiramente."

"Muitas crianças vão acabar em orfanatos. Muitas vidas são arruinadas. É muito cruel", continuou.

Jameela ainda refletiu sobre vítimas de violência sexual: "é um desrespeito aos nossos direitos, corpos, saúde mental e, essencialmente, uma punição às vítimas de estupro, forçando-as a carregar os bebês de seu estuprador".

Confira as publicações feitas por Jameela Jamil falando sobre aborto abaixo [em inglês]:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

I DON’T GIVE A FLYING FUCK WHAT YOU THINK OF MY DECISION. MY BODY. MY CHOICE. This anti-abortion law in Georgia is so upsetting, inhumane, and blatantly demonstrative of a hatred of women, a disregard for our rights, bodies, mental health, and essentially a punishment for rape victims, forcing to carry the baby of their rapist. I’m so stunned that our world is not only behind, it’s moving backwards. This hurts my heart in so many different ways, and in particular as a rape victim. I can’t imagine having fallen pregnant and being FORCED BY LAW to carry his baby to term, and see someone who looked like him every day, otherwise I can get the death penalty?! How do we help the women of Georgia? And Northern Ireland where this nightmare is ongoing.

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