Ingra Lyberato lança livro sobre 'medo do sucesso' em São Paulo

Redação - O Estado de S.Paulo

Atriz ficou conhecida por atuar em novelas como 'Tieta', 'Pantanal' e 'Ana Raio e Zé Trovão'

Ingra Lyberato

Ingra Lyberato Foto: Carol Beiriz / Divulgação / Ingra Lyberato

Você se lembra da atriz Ingra Lyberato? Surgida no final da década de 1980 em novelas como Tieta e Pantanal, além de ter feito o papel da protagonista que dá o nome de A História de Ana Raio e Zé Trovão, ela está prestes a realizar o lançamento de seu livro na cidade de São Paulo.

O Medo do Sucesso - A vida nos palcos, no cinema e na televisão terá uma sessão de autógrafos no próximo dia 25 de outubro, uma quarta-feira, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 - Consolação, São Paulo), a partir das 19h.

Nascida em Salvador, na Bahia, iniciou as vendas de seu livro em sua terra natal, no começo deste ano, quando conversou com o E+ sobre a obra. De acordo com ela, o livro tem o propósito de ajudar outras pessoas: “Ele é de autoajuda nesse sentido. Eu exponho situações e problemas e, ao mesmo tempo, dou dicas para o leitor não cair nas mesmas armadilhas. Nós somos os nossos maiores inimigos, os únicos inimigos na verdade”.

Confira a entrevista completa clicando aqui. Abaixo, fique com um trecho do livro:

“A novela ‘Pantanal’ estava no ar, e às vezes viajávamos para alguma locação. Então o Jayme precisou ir a uma gravação na Festa do Peão de Barretos. Como vivíamos grudados e a minha função na vida tinha se tornado ser sua companheira, fui junto, claro. Foi uma viagem incrível! Ficamos extasiados com o universo dos peões de rodeio. Como era uma gravação da novela Pantanal, existia uma enorme estrutura em torno da gente e podíamos circular à vontade. Visitamos cada caminhão que se transformava em loja de roupa e acessórios para cavaleiros e para cavalos; outros viravam baias e outros, casas ambulantes. Caravanas que percorrem esse Brasil e nós, da cidade grande, nem fazemos ideia. Encontramos Lúcia Verissimo na sua loja de roupas country que também se transformava em caminhão e conversamos com vários peões de rodeio dentro dos bretes, respirando toda a adrenalina das montarias em boi bravo e compartilhando os momentos de pedido de proteção para Nossa Senhora de Aparecida. Meu Deus, que pessoas intensas, corajosas e verdadeiras! Começava ali uma grande paixão pelo povo brasileiro. Depois de um dia inteiro de fortes emoções, nos sentamos no chão de um estande que servia de base de produção, nos olhamos nos olhos, compartilhando a preciosidade daquele dia, e um dos dois falou:

– Já pensou se existisse uma grande peoa de rodeio?

O outro respondeu:

– E um peão que fosse seu grande amor e ao mesmo tempo seu grande adversário?

Nossos olhos brilharam diante dessa ideia. Pegamos um guardanapo e começamos a escrever ‘A História de Ana Raio e Zé Trovão’.” (p.48-49)

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