Geração tarja preta

Adriano Predeus - O Estado de S.Paulo

Cada vez mais homens e mulheres entre 40 e 50 anos buscam alívio para as pressões cotidianas nos calmantes "tarja preta"; muitos deles, sem acompanhamento médico, tornam-se dependentes

Todas as fases da vida - infância, adolescência, idade adulta ou velhice - têm desafios a serem enfrentados, que variam em intensidade de acordo com os acontecimentos e com as condições emocionais, físicas e sociais de cada um de nós em cada uma delas. Mas, de forma geral, nenhuma faixa etária é tão cheia de obstáculos e inquietações quanto a maturidade. Em algum momento entre os nossos 40 e 50 anos paramos para pensar em tudo o que já fizemos e no (pouco) tempo que nos resta para correr atrás do que deixamos de fazer. Não bastasse o conflito existencial, por si só um fardo, é nessa idade que nos deparamos com os efeitos colaterais da sobrecarga de trabalho, das questões emocionais mal resolvidas e, para muitos, das dívidas acumuladas. A fase coincide com o início das mudanças no organismo feminino, que culminam na menopausa, e com a perda progressiva do vigor físico, no caso dos homens.

A farmacêutica Aché tem inscrições abertas para estágio e trainee até os dias 18 de junho e 30 de junho, respectivamente. Quem quer estagiar na companhia precisa ter graduação prevista entre julho e dezembro de 2018, possuir inglês intermediário e estar disposto a trabalhar em Guarulhos. O programa oferece, além da bolsa auxílio, assistência média e odontológica, seguro de vida, restaurante, vale-transporte, estacionamento e cartão alimentação. Para os interessados no programa trainee, a empresa admite profissionais formados entre agosto de 2015 e agosto de 2017, nível de inglês intermediário, disponobilidade para atuar em Guarulhos e Jurubatuba e oferece participação nos lucros e resultados. As inscrições podem ser feitas aqui.

A farmacêutica Aché tem inscrições abertas para estágio e trainee até os dias 18 de junho e 30 de junho, respectivamente. Quem quer estagiar na companhia precisa ter graduação prevista entre julho e dezembro de 2018, possuir inglês intermediário e estar disposto a trabalhar em Guarulhos. O programa oferece, além da bolsa auxílio, assistência média e odontológica, seguro de vida, restaurante, vale-transporte, estacionamento e cartão alimentação. Para os interessados no programa trainee, a empresa admite profissionais formados entre agosto de 2015 e agosto de 2017, nível de inglês intermediário, disponobilidade para atuar em Guarulhos e Jurubatuba e oferece participação nos lucros e resultados. As inscrições podem ser feitas aqui. Foto: Earl/Creative Commons

Cada vez mais pessoas maduras buscam alívio para a insônia, o stress, a ansiedade e a tristeza, tão comuns nesse período turbulento da vida, nos tranquilizantes e ansiolíticos “tarja preta”. Mulheres com 40 a 49 anos lideram o consumo desses medicamentos no país, os chamados benzodiazepínicos. Em segundo lugar estão homens do mesmo grupo etário. Dentre esses calmantes, o mais popular é o clonazepam. Mas há o diazepam, o bromazepam, o alprazolam, o lorazepam, o midazolam. Todos têm ação sedativa, induzem ao sono, diminuem a ansiedade, relaxam a musculatura e causam dependência física e psíquica se usados sem acompanhamento psiquiátrico. E, geralmente, é o que acontece.

São inúmeros os casos de pacientes que começaram a tomar calmantes por indicação de colegas de trabalho, de amigos ou vizinhos. No início, conseguem os tranquilizantes com conhecidos, parentes ou com um farmacêutico amigo. Depois de um tempo, pedem receitas para o obstetra, para o clínico, para o cardiologista. Ou marcam horário com um, dois, três psiquiatras, até, só para conseguir a droga.

Foi o que aconteceu com uma mulher de 50 anos, executiva, que me procurou para ajudá-la a se livrar do vício em calmantes. Ela foi apresentada ao clonazepam pela dona da empresa onde trabalhava, há cerca de cinco anos, e nunca se preocupou com as consequências do consumo excessivo do remédio. Hoje, está com problemas de memória e não dorme sem doses altas da medicação. Ela é uma mulher de sorte - poderia estar bem pior.  O uso indiscriminado de calmantes por um longo prazo pode comprometer a cognição como um todo e já foi relacionado ao desenvolvimento de agorafobia, fobia social, apatia emocial, depressão maior e, mais recentemente, ao Alzheimer. 

Os benzodiazepínicos são medicações confiáveis e úteis no tratamento de transtornos de ansiedade e do humor, do transtorno do pânico e de distúrbios do sono. Quando bem utilizados, têm mais aspectos positivos do que negativos. Entretanto, seu uso deve ser racional. O paciente pode se tornar dependente após seis semanas de consumo moderado e controlado. Por isso, atualmente, esses tranquilizantes são indicados como coadjuvantes no tratamento psiquiátrico e seu uso deve ser restrito a um curto período. Pense bem antes de aceitar o conselho de um amigo e não tome calmantes sem prescrição. Em vez de solução, para as crises da maturidade, ssa atitude pode te causar ainda mais problemas.