Gabriela Pugliesi é denunciada ao MP por exercício ilegal da profissão de educadora física

- O Estado de S.Paulo

CREF do Rio de Janeiro acusa blogueira de ministrar aulas de ginástica durante evento no Rio de Janeiro

Gabriela Pugliesi é acusada de exercer a função de educadora física ilegalmente.

Gabriela Pugliesi é acusada de exercer a função de educadora física ilegalmente. Foto: www.instagram.com/p/BPqQIarhX3e/

O Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro (CREF1) encaminhou uma queixa-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra a blogueira Gabriela Pugliesi, por exercício ilegal da profissão de educadora física.

O exercício em questão teria acontecido durante um evento da Unilever realizado no dia 31 de janeiro, em que a blogueira era uma das convidadas. O CREF1 alega que recebeu denúncias e vídeos de Gabriela ministrando aulas de ginástica na praia da Barra.

De acordo com a queixa-crime encaminhada ao MP, após as denúncias, o CREF1 deslocou um grupo de agentes de fiscalização para o local, mas o evento já havia sido encerrado. Então, o Conselho juntou os vídeos recebidos como provas e os encaminhou ao órgão, acusando Pugliesi de crime de falsa identidade, previsto nos artigos 132 e 307, e de estelionato, previsto no artigo 171, ambos no Código Penal. O exercício ilegal da profissão é considerado uma contravenção penal, de acordo com a Lei nº 3688, a Lei de Contravenções Penais, e a pena é de prisão simples, de 15 a três meses ou multa.

Logo após o evento, a blogueira negou que tenha ministrado aulas de ginástica no evento, via comunicado oficial a imprensa. "Gostaríamos de esclarecer que, no dia 31 de janeiro, Gabriela Pugliesi e Erasmo Viana [noivo da blogueira] participaram do evento na Praia da Barra, quando apenas praticaram atividades físicas sob orientação de professores credenciados. Em momento algum eles ministraram aulas ou deram qualquer tipo de orientação", esclareceu o comunicado, junto ao número de registro dos profissionais de educação física responsáveis pelas aulas do evento. 

Atualização. Nesta terça-feira, 21, ao saber que a acusação tinha ido parar no Ministério Público, Pugliesi se pronunciou novamente, rechaçando a atitude do Conselho de Educação Física. "Mais uma vez fui surpreendida em ver na imprensa uma suposta investigação da qual não fui sequer notificada. Em relação ao referido evento, como já afirmamos anteriormente, temos todos os documentos e testemunhos de que apenas participamos de uma aula ministrada por uma professora contratada, que relatou o fato para o próprio CREF1, que insiste em divulgar suas investigações na imprensa antes de entrar em contato com o suposto investigado. O caso já está entregue aos meus advogados. Aproveito para reiterar todo meu respeito pelos profissionais de educação física e disposição em esclarecer e ajudar", disse a blogueira, via assessoria. 

Por meio de comunicado, a Unilever reiterou a versão de Pugliesi. "Na ocasião, uma professora de educação física ministrou atividades esportivas para funcionários da empresa com o objetivo de disseminar conceitos como saúde e bem-estar entre os colaboradores. Gabriela Pugliesi e Erasmo Viana fizeram a atividade como alunos com o intuito de motivar os participantes", declarou a empresa.