Família de Prince processa médico que receitou analgésicos

Agência - AP

O músico morreu de overdose acidental em abril de 2016

Prince durante apresentação no Billboard Music, em Las Vegas em maio de 2013

Prince durante apresentação no Billboard Music, em Las Vegas em maio de 2013 Foto: Chris Pizzello/Invision/AP

Minneapolis - A família de Prince está processando o responsável por prescrever analgésicos para a estrela do rock. Eles alegam que o médico não o tratou por dependência de opiáceos e, portanto, é responsável por sua morte, anunciou o advogado nesta sexta-feira, 24.

Prince Rogers Nelson morreu de uma overdose acidental de fentanyl em 15 de abril de 2016. As autoridades dizem que Michael Schulenberg admitiu que prescreveu, dias antes da morte, o opióide oxicodona para Prince, usando o nome de um guarda-costas para proteger a privacidade do músico.  

Schulenberg contestou a informação, apesar de ter pago 30 mil dólares - cerca de R$ 123 mil - para resolver uma violação civil federal sobre a prescrição ilegal da droga.

A ação apresentada no Tribunal Distrital do Condado de Hennepin esta semana alega que Schulenberg e outros tiveram “uma oportunidade e dever durante as semanas antes da morte de Prince para diagnosticar e tratar o vício de opiáceos de Prince, e para evitar sua morte. Eles falharam em fazê-lo".

Segundo a denúncia, que foi noticiada pela ABC News.com, a família de Prince pede indenização não especificada de mais de 50 mil dólares.

Um advogado dos seis irmãos sobreviventes de Prince disse na sexta-feira, 24, que o novo processo acabará substituindo o processo aberto em abril, em Illinois, para vencer o prazo legal. Uma semana antes de morrer, Prince perdeu a consciência em um vôo para casa de um show em Atlanta. O avião fez uma parada de emergência em Moline, Illinois, onde foi revivido no Trinity Medical Center com uma droga que reverte as overdoses de opioides.

"Prince viveu em Minnesota toda a sua vida e faleceu aqui, então sempre pensamos que o processo de sua família pertencia a Minnesota", disse o advogado John Goetz em comunicado. Ele disse que agora tem bases legais suficientes para prosseguir com o processo no estado natal de Prince.

O advogado de Schulenberg, Paul Peterson, disse na sexta, 24, que eles acreditam que o processo não tem mérito.

"Entendemos que essa situação tem sido difícil para todos próximos a Prince e seus fãs em todo o mundo", disse ele em um comunicado. "Seja como for, Schulenberg está por trás dos cuidados que o senhor Nelson recebeu. Nós pretendemos defender este caso.”

As autoridades dizem que Prince, provavelmente, não sabia que ele estava tomando o perigoso medicamento fentanyl quando tomou pílulas falsificadas que pareciam uma versão genérica do analgésico Vicodin. A fonte dessas pílulas permanece desconhecida e ninguém foi acusado na morte de Prince.

O processo também nomeia North Memorial Health Care, onde Schulenberg trabalhou na época; UnityPoint Health, que opera o hospital Moline; e Walgreens Co., que opera duas farmácias onde Prince recebeu prescrições preenchidas. O processo anterior nomeou apenas UnityPoint e Walgreens.

A North Memorial disse em comunicado que também está por trás dos cuidados recebidos por Prince. A porta-voz da UnityPoint, Vickie Parry, disse que eles não podem comentar sobre litígios pendentes. A Walgreens não retornou imediatamente uma mensagem em busca de comentários.

"A ação judicial de Minnesota é contra todas as partes que agora acreditamos que compartilham a responsabilidade legal pela morte de Prince, mas é possível que identifiquemos e adicionemos outras partes à medida que avançamos com o caso", disse Goetz.