Ex-assessora de Michael Jackson planeja instituição para proteger legado

Agência - Reuters

Espólio do cantor ressalta, no entanto, que o nome dele não pode ser usado ‘para fins de caridade ou comerciais’ de ex-funcionária

Raymone Bain, ex-assessora de Michael Jackson, dá entrevista coletiva em Washington. 

Raymone Bain, ex-assessora de Michael Jackson, dá entrevista coletiva em Washington.  Foto: REUTERS/Jim Bourg

Uma ex-assessora de Michael Jackson anunciou nesta quinta-feira, 22, planos para uma instituição de caridade sem ligação com a família ou o espólio do falecido cantor pop concebida para defender e divulgar o legado do artista polêmico.

Raymone Bain, que representou Michael em 2005 e 2006, disse que a Michael Jackson Legacy Foundation buscará arrecadar dinheiro para as causas caritativas que o cantor apoiou durante a vida, incluindo o progresso dos direitos civis de afro-norte-americanos. Ela afirmou em uma coletiva de imprensa em Washington que a instituição está em seu estágio inicial e que ainda não contatou nenhum dos familiares.

O espólio de Michael Jackson confirma que Raymone “não está autorizada a agir em nome do Espólio de Michael Jackson, nem a usar o nome de Michael Jackson de maneira nenhuma para fins caritativos ou seus próprios fins comerciais”.

Raymone disse que o artista doou 300 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1 bilhão) a causas caritativas durante a vida, mas que não estava a par de nenhuma doação feita em seu nome desde sua morte em 2009 aos 50 anos.

Os representantes do espólio observaram que o espólio do intérprete de Thriller ainda está em fase de legitimação e não foi concluído.

Em 2005, Michael foi absolvido em um julgamento no qual foi acusado de molestar um menino de 13 anos em seu rancho Neverland, no Estado norte-americano da Califórnia.

No documentário Leaving Neverland, lançado neste ano, dois outros homens disseram ter sido abusados por ele a partir dos sete e 10 anos no início dos anos 1990. A família e o espólio de Michael Jackson negaram as acusações.