Dia do Idoso: as reflexões de Palmirinha, Lya Luft e Nicette Bruno sobre passagem do tempo

Marcel Hartmann - O Estado de S. Paulo

Trio aborda carreira e conquistas em suas trajetórias

O E+ converou com Palmirinha, Lya Luft e Nicette Bruno

O E+ converou com Palmirinha, Lya Luft e Nicette Bruno Foto: Marcel Hartmann/Estadão

Na literatura, no teatro ou na TV, o tempo ensina as mesmas lições. Sucesso e fracasso são efêmeros. Conquistas vêm com esforço. Gentileza e humildade nunca são demais. Ao menos, essas são as lições que Lya Luft, Nicette Bruno e Palmirinha tiraram em suas trajetórias. 

Em homenagem ao Dia do Idoso, comemorado neste sábado, 1º de outubro, o E+ foi conversar com essas três mulheres caras à população brasileira para descobrir como elas enxergam o passar dos anos, a mudança de significado da palavra "trabalho" e a família. 

Lya Luft. A escritora gaúcha, de 78 anos, detesta o imperativo moderno da intensidade: viva, coma, viaje, prove, transe, enlouqueça. "Vivemos sob uma ditadura de receitas e obrigações: ser jovem, atlético, transar tantas vezes por semana. Mas pera aí, deixa cada um ser como é. Nem todo mundo gosta de Paris". Mas se engana quem pensa que ela é uma vó chata. Pelo contrário, Lya sabe lidar muito bem com adversidades. Confira a entrevista completa

Palmirinha Onofre. A apresentadora, de 85 anos, vive para comer. Ou será que come para viver? Melhor, ela vive para ensinar os outros a comer. Famosa pelos programas na Record, TV Gazeta e Fox Life, ela se sente estranha ao ver a forma como o público a enxerga. "Eu não me sinto uma estrela, sou só a Palmirinha que vendia salgadinho na rua". Confira a entrevista completa.  

Nicette Bruno. A veterana do teatro e da televisão, de 83 anos, respira e expira atuação. Os anos, para ela, trouxeram muita alegria, experiência e maturidade. Mesmo com a carreira mais do que consolidada (ela já ganhou duas vezes o Prêmio Shell, na categoria melhor atriz, e troféu especial de realizações teatrais em mais de duas décadas), ela mantém os pés no chão. Após a morte de Paulo Goulart, companheiro por 60 anos, ela segue o baile e se foca em novos projetos. “Claro que tenho um vazio muito grande pela perda do Paulo. Mas ele está no meu coração. Vou brilhando minha caminhada terrena até nos reencontrarmos”, diz a atriz. Confira a entrevista completa.