Com câncer de próstata, Mister M pede ajuda a fãs brasileiros para pagar tratamento

Redação - O Estado de S.Paulo

Mágico criou 'vaquinha' online para financiar cirurgia no País

Mister M., à época em que participou do 'Tudo É Possível', em 2007.

Mister M., à época em que participou do 'Tudo É Possível', em 2007. Foto: Valéria Gonçalvez / Estadão

Quem viveu a virada do milênio no Brasil certamente se lembrará do mágico Mister M, conhecido por aparecer mascarado e revelar seus truques frente às câmeras em quadros que eram exibidos no País pelo programa Fantástico. Em 2007, participou do Tudo É Possível, comandado por Eliana.

Após alguns anos longe dos noticiários, Val Valentino, nome utilizado pelo mágico, reapareceu em entrevista ao Balanço Geral da Record TV nesta quinta-feira, 19, desabafando sobre sua situação financeira e as dificuldades enfrentadas por conta de um câncer de próstata.

"Estamos falando de cinco anos não tendo condições de trabalhar. Eu não podia entrar num avião porque a próstata inchava e eu tinha outros problemas. Eu não tinha energia e não conseguia me apresentar. Então acabei com minhas economias. Ainda tinha que manter a casa, cuidar dos meus filhos, da família", contou.

Fernando Trezza, amigo do mágico, criou uma vaquinha online para arrecadar R$ 45 mil para um tratamento pré-cirúrgico, e também tem intenções de que Mister M se mude dos Estados Unidos para o Brasil para fazer a cirurgia.

Situação atual do mágico Mister M, em depoimento exibido no 'Balanço Geral' 

Situação atual do mágico Mister M, em depoimento exibido no 'Balanço Geral'  Foto: Reprodução de 'Balanço Geral' (2017) / Record TV / Divulgação

"Nos últimos cinco anos, tive sérios problemas de saúde, e por três anos, passei por vários médicos que não conseguiam descobrir o que estava errado. Dois anos atrás, fui diagnosticado com algo muito ruim na próstata - não vou falar o nome. O urologista que descobriu disse que eu teria menos de um ano e que teria que ser operado ou eu estaria morto. A única coisa que ele poderia fazer era cirurgia, quimioterapia, radioterapia, e eu não queria fazer isso", detalhou sobre o surgimento do problema.

"Perguntei quanto tempo eu teria. Seria um ano. E fui embora do consultório. Não tomei a medicação que ele gostaria que eu tomasse, por causa dos efeitos colaterais, que eram terríveis. Um ano depois do diagnóstico eu estava vivo. Isso foi incrível", complementou. 

Sobre o País, falou em outro momento do depoimento: "Eu me sinto tão abençoado. Eu amo todos vocês, o Brasil sempre foi uma segunda casa para mim. Ou melhor, é minha segunda casa. E seria um lugar onde eu viveria se não morasse nos Estados Unidos."

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