Claudia Raia revela que teve depressão na época da novela 'Ti-Ti-Ti'

Bárbara Correa* - O Estado de S.Paulo

Atriz explicou que tomava antidepressivos quando se separou de Edson Celulari e Nicette Bruno a ajudou nas gravações da novela

Claudia Raia revelou que tomava antidepressivos na época que trabalhou na novela 'Ti-Ti-Ti'

Claudia Raia revelou que tomava antidepressivos na época que trabalhou na novela 'Ti-Ti-Ti' Foto: João Cotta/Globo

Claudia Raia, 54, revelou que teve que tomar antidepressivos durante o término de seu casamento com Edson Celulari. A separação aconteceu em 2010, quando ela estava envolvida nas gravações de Ti-Ti-Ti

Em entrevista a Ana Maria Braga, no programa Mais Você desta terça-feira, 22, Claudia falou sobre a novela que será exibida no Vale a Pena Ver De Novo, a partir de 29 de março, e relembrou sua relação com Celulari. 

"Eu estava no momento da minha separação, que não é nada agradável. E, graças a Deus, eu estou sempre fazendo um personagem que me salva desses momentos. Era uma personagem de comédia que me ajudou muitíssimo", disse ela sobre a novela.

"Estava passando por uma época bem confusa, que era a separação do Edson. E teve um momento que eu estava tomando antidepressivo, único momento que tomei na minha vida. Você fica naquela coisa média e não consegue acionar as suas emoções", explicou.

"Tive que entrar em uma cena, que no meio eu tinha uma crise profunda de choro. Estava muito aflita, com medo de não conseguir dar conta", continuou. Nesse momento, Claudia lembrou que teve a ajuda de Nicette Bruno para conseguir ter mais confiança na atuação.

"A dona Nicette estava do meu lado, pegou na minha mão e disse: 'Calma, meu amor. Tudo o que você construiu em cena está dentro de você. As suas emoções estão todas aí. Relaxa e deixa elas virem'. Aquilo foi um bálsamo. Só uma mulher com o talento e a sabedoria dela poderia falar isso de uma colega minutos antes de entrar em cena. Deu tudo certo, o choro e a emoção vieram".

"A emoção vem com lágrimas. Às vezes os atores confundem quantidade de lágrimas [com intensidade da cena], porque na verdade, você tem que emocionar o público, e não se emocionar", encerrou.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais