'Caminhemos lado a lado', pede Yanna Lavigne às mulheres

Redação - O Estado de S.Paulo

Publicação em rede social defendeu apoio mútuo e refutou o julgamento entre o sexo feminino

A atriz e modelo Yanna Lavigne.

A atriz e modelo Yanna Lavigne. Foto: instagram.com/yannalavigne

A atriz e modelo Yanna Lavigne, mãe de Madalena, de 5 meses, publicou uma mensagem em prol da união feminina. Yanna escreveu sobre a força, intuição e mais respeito entre as mulheres. "A gente nega nosso poder o tempo todo, diminuindo o poder das próximas", considerou.

O texto, associado a um desenho de uma mulher com uma criança, começa com uma declaração de força e uma reflexão: "Já passei por muita coisa nessa vida, tipo barra pesada. [...]Nós mulheres somos assim, temos o mundo nas mãos, mas desconhecemos esse poder".

Yanna exemplifica as situações sobre as quais quer alertar as mulheres para mais cumplicidade e apoio: a traição à outra mulher, ao ficar com o namorado que não é seu, ao julgar a gravidez  da outra, ao criticar o perdão. 

"Ou pior, fraquejamos sem se quer acreditar nele, gongamos outras, julgamos algumas, incrédulas manipulamos sentimentos, forçamos sensações, negamos nossa intuição nata, anulamos umas às outras... 

Nego quando sei que você é meu espelho, mas me finjo de cega pra pegar seu namorado sem culpa...

Nego quando acredito nas pessoas, mas quando vejo você gestando logo solto: 'Acha que barriga segura homem'

'Não tomou pílula porque não quis'

'Essa só queria pensão'

'Ela perdoou, como é idiota...' Nego quando opino na relação da outra, sendo que essa relação não diz respeito a mim".

A atriz continua, considerando que quando uma mulher se acha melhor que a outra, ela está negando seu próprio poder. "Se acha poderosa deixando a outra para trás", exemplifica. 

 

Já passei por muita coisa nessa vida, tipo barra pesada. Me acho forte. Quer dizer, médio forte. Por exemplo: não sei onde estará minha fortaleza quando Madá num rompante de raiva disser “mãe, te odeio” ou sou forte o suficiente pra ter certeza que, criada por mim, ela nunca o fará. Nós mulheres somos assim, temos o mundo nas mãos, mas desconhecemos esse poder. Ou pior, fraquejamos sem se quer acreditar nele, gongamos outras, julgamos algumas, incrédulas manipulamos sentimentos, forçamos sensações, negamos nossa intuição nata, anulamos umas às outras... Nego quando sei que você é meu espelho, mas me finjo de cega pra pegar seu namorado sem culpa... Nego quando acredito nas pessoas, mas quando vejo você gestando logo solto: “Acha que barriga segura homem” “Não tomou pílula porque não quis” “Essa só queria pensão” “Ela perdoou, como é idiota...” Nego quando opino na relação da outra, sendo que essa relação não diz respeito a mim. A gente nega nosso poder o tempo todo diminuindo o poder das próximas... Se acha poderosa deixando outra pra trás... Respeite! As diferenças, o que está fora do seu alcance de entendimento, apenas, respeite! Respeite-se, respeite-me, respeite-a! Não faça com as outras o que não gostaria que fizessem com você. Se eu pudesse me inspirar em alguém, seria em mim... então pera aí... Eu sou forte pra caceta! Amo quando mulheres alimentam outras mulheres a amarem a si mesmas. É assim que funciona: quando uma Mulher resolve curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão. Ela não se torna saudável apenas para si, mas também a todas a sua volta. Que tenha início, meio e final feliz! Caminhemos lado a lado!

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Yanna pede respeito. "As diferenças, o que está fora do seu alcance de entendimento, apenas, respeite! Respeite-se, respeite-me, respeite-a! Não faça com as outras o que não gostaria que fizessem com você. Se eu pudesse me inspirar em alguém, seria em mim... então pera aí... Eu sou forte pra caceta!"

E por fim, a mãe de Madalena conclui: "quando uma Mulher resolve curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão. Ela não se torna saudável apenas para si, mas também a todas a sua volta. Que tenha início, meio e final feliz! Caminhemos lado a lado!"