Billy Porter critica capa da 'Vogue' com Harry Styles de vestido: ‘Homem branco e heterossexual’

Redação - O Estado de S.Paulo

Ator reivindicou que ele foi um dos primeiros a representar a moda não-binária

Billy Porter durante o tapete vermelho do Oscar 2019

Billy Porter durante o tapete vermelho do Oscar 2019 Foto: Etienne Laurent/ EFE

Billy Porter esteve entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta segunda-feira, 18. Isso porque o ator criticou a escolha da revista Vogue, em novembro de 2020, de colocar Harry Styles na capa para representar a moda não-binária

Em entrevista ao Sunday Times Style, publicada neste domingo, 17, o artista revelou que sentiu falta de ter seus próprios créditos, já que acredita que foi o primeiro a levantar essa bandeira.

"Eu, pessoalmente, mudei todo o jogo. E isso não é ego, é apenas um fato. Fui o primeiro a fazer isso e agora todo mundo faz", opinou o intérprete da Fada Madrinha, do filme Cinderela, que estreou este ano na Amazon Prime

Nas premiações e eventos de Hollywood, Porter sempre chama atenção pelos vestidos elaborados e cheios de cor. “Sinto que a indústria da moda me aceitou porque foi obrigada”, explicou. 

“Não estou necessariamente convencido e aqui está o porquê: Eu criei a conversa [sobre moda não binária] e ainda assim a Vogue ainda colocou Harry Styles, um homem branco heterossexual, em um vestido em sua capa pela primeira vez“, disse.

“Não estou falando mal do Harry Styles, mas é ele que você vai tentar usar para representar esta nova conversa? Ele não se importa, ele só está fazendo isso porque é a coisa certa a fazer”, alegou.

Por fim, Billy explicou que esta é uma causa que ele está muito envolvido, diferentemente do cantor. “Isso é política para mim. Esta é minha vida. Tive que lutar minha vida inteira para chegar ao lugar onde pudesse usar um vestido para o Oscar e não ser morto. Tudo o que ele precisa fazer é ser branco e heterossexual“.

Harry Styles e a revista Vogue não se pronunciaram sobre a declaração.