Ana Furtado assume cabelo curto após tratamento contra câncer: 'Me considero repaginada e feliz'

Redação - O Estado de S.Paulo

Jornalista diz que doença a fez aprender mais do que sofrer, mesmo com as dores e a incerteza sobre o futuro

Jornalista Ana Furtado exibe novo visual nas redes sociais, após vencer o câncer de mama.

Jornalista Ana Furtado exibe novo visual nas redes sociais, após vencer o câncer de mama. Foto: Instagram / @aanafurtado

Ana Furtado publicou nesta quarta-feira, 20, uma foto do seu novo visual. Depois de diversas mudanças capilares devido ao câncer de mama, a jornalista assumiu o cabelo curto e se considera uma "guerreira vitoriosa, repaginada e feliz".

Ela afirma que a doença, descoberta há quase um ano, a fez descobrir uma força que até então não sabia que tinha e que aprendeu mais do que sofreu, mesmo com as dores físicas e a incerteza sobre o futuro. "Tive temores e fraquezas. Começar a perder o cabelo foi um deles. Não podia controlar a queda", revela.

A apresentadora perdeu 30% dos pelos capilares na quimioterapia e usou tiras para manter o visual. No entanto, Ana Furtado precisa tomar um remédio, pelos próximos cinco anos, que inibe a produção de hormônios e diminui o crescimento do cabelo, o que a fez ressignificar a situação.

"O corte curto é uma forma de agradecer ao meu cabelo por tudo. Por ter sido tão forte. E em retribuição dar a ele a chance de se renovar por completo", afirma.

Leia o relato na íntegra:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Há quase 1 ano recebi o diagnóstico de câncer de mama e uma revolução se iniciou na minha vida. Aprendi mais com a doença do que sofri. Mesmo a convivência com dores constantes, cansaço e dúvidas sobre o meu futuro não me impediram de trilhar um caminho com força, muita fé e coragem. Me superei diariamente. Conheci em mim uma força que não sabia que tinha. E, como qualquer paciente de câncer, tive temores e fraquezas. Começar a perder o cabelo foi um deles. Não podia controlar a queda. Eu, que sempre amei e cuidei dele. Aprendi que não temos controle sobre nada. Só Deus. E Ele sabe o que faz. E q tudo passa. Foram muitas as fases do meu cabelo. Perdi 30% na quimio, graças à touca de congelamento. Terminei o tratamento com mais uma vitória. Pude usar tiras de cabelo para dar o volume perdido e manter o meu visual de sempre — o que foi um dos fatores que mantiveram minha autoestima elevada e me fizeram passar por esse processo ainda mais confiante. Até que o Tamoxifeno chegou. O medicamento, que por 5 anos fará parte da minha rotina diária, inibiu repentinamente meus hormônios e atingiu em cheio o meu cabelo. De novo?! Passados mais de 2 meses da última quimio, ele voltou a cair. Nesta 3a fase de tratamento recorri a mais tiras, ao mega e a tratamentos locais até o corpo entender o que acontecia e a queda cessar. Hoje tenho tipos e tamanhos de fios diferentes. Liso, ondulado e crespo. Curtos, médios e longos. Descobri isso após tirar tudo o que usava e me redescobri linda e pronta para mais uma mudança: assumir meu cabelo como ele é e como quer se apresentar. Foi importante pra mim manter minha imagem como sempre foi. Tive a oportunidade e fiz essa escolha. Agora é diferente. No meu último estágio de “reconfiguração” reiniciarei minha vida livre e renovada. O corte curto é uma forma de agradecer ao meu cabelo por tudo. Por ter sido tão forte. E em retribuição dar a ele a chance de se renovar por completo. Renascer como eu. Devo isso a ele... Hoje reconheço no espelho uma guerreira vitoriosa, repaginada e feliz. Grata por estar viva e ter evoluído como pessoa. Agradecida pela força e carinho recebidos. Sem vocês tudo teria sido bem mais difícil. Muito obrigada

Uma publicação compartilhada por Ana Furtado (@aanafurtado) em

VEJA TAMBÉM: Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Divulgação
Ver Galeria 6

6 imagens