'Alguma coisa não foi resolvida', diz Gracyanne sobre Belo e ex, Viviane Araújo

Redação - O Estado de S.Paulo

'Passaram 12 anos e ainda fica essas briguinhas, pessoalmente, os dois deveriam resolver', afirmou modelo ao ser questionada sobre possível reencontro do marido com a ex

Gracyanne Barbosa e Belo

Gracyanne Barbosa e Belo Foto: Vera Donato / Estadão

Gracyanne Barbosa falou sobre o relacionamento anterior de seu marido, o cantor Belo, com a ex-namorada, Viviane Araújo em entrevista ao TV Fama na noite de segunda-feira, 14.

Gracyanne opinou sobre o fato de Belo ter falado sobre a ex em entrevista ao Conversa com Bial, na semana passada: "O Belo nunca tinha falado em entrevista por falta de oportunidade, mas ele é muito grato a ela."

"Sempre fala muito bem da Viviane. Acho que foi a mulher que, independente do problema que ele viveu, esteve com ele durante oito, nove anos. Claro que é uma pessoa especial", continuou, em referência ao período em que Belo ficou na prisão por conta de seu envolvimento com o tráfico de drogas.

Em seguida, prosseguiu: "As pessoas falam: 'Ah, você é brigada com a Viviane'. Gente, eu nem conheço. Tenho respeito por ela porque ela foi mulher do meu marido. Não consigo imaginar o que ela passou, porque eu peguei o finalzinho [do período em que Belo ficou preso] e já foi muito difícil. Imagina ela."

Questionada sobre um possível reencontro entre Belo e Viviane Araújo, respondeu: "Acho que seria maravilhoso. Passaram-se 12 anos e ainda fica essas briguinhas. Acho que é porque tem alguma coisa que não foi resolvida. Acho que, pessoalmente, os dois deveriam resolver."

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Relembre como foi a prisão de Belo

Belo em julho de 2002, após 37 dias preso por envolvimento com o tráfico de drogas.

Belo em julho de 2002, após 37 dias preso por envolvimento com o tráfico de drogas. Foto: Tasso Marcelo / Estadão

Em maio de 2002, o promotor Alexande Murilo Graça, da 34ª Vara Criminal, pediu a prisão preventiva de Marcelo Pires Vieira, nome de bastismo do cantor Belo, além de outras 20 pessoas investigadas pela Polícia Civil por associação para o tráfico de drogas.

Em 6 de abril do mesmo ano, foi divulgada pela polícia do Rio, pela primeira vez, uma gravação de ligações telefônicas do cantor Belo em que ele era acusado de manter relacionamento com traficantes da Favela do Jacarezinho.

Em uma das conversas, o traficante Valdir Ferreira, conhecido como Vado, pedia R$ 11 mil supostamente ao cantor para a compra de 'tecido fino', que seria cocaína, segundo a polícia. Em troca, Belo pediria um 'tênis AR', segundo a polícia, um fuzil AR-15.

A autenticidade da voz de Belo foi confirmada pelo perito Ricardo Molina, da Unicamp, em perícia solicitada pela juíza Rute Viana Lins, da 24ª Vara Criminal do Rio: "Nesse caso, estamos seguros de que a voz do telefonema é de Belo. Todas as comparações feitas levam à conclusão de que é dele a voz".

Cantor Belo no dia de sua prisão, em 5 de novembro de 2004.

Cantor Belo no dia de sua prisão, em 5 de novembro de 2004. Foto: Wilton Junior / Estadão

Ricardo Hallack, à época delegado titular da Delegacia de Repressão às Acções Criminosas (Draco) afirmou que a divulgação da fita com a conversa grampeada de Belo não foi boa para o planejamento da polícia.

"A divulgação foi precipitada e atrapalhou as investigações sobre a atuação do Comando Vermelho nas favelas do Jacarezinho, do Rato, de Manguinhos e de São João, porque os traficantes pararam de usar o telefone", explicava.

Belo foi indiciado, processado e preso em 5 de junho de 2002, sob acusação de associação para o tráfico de drogas e porte ilegal de armas (da qual seria absolvido posteriormente). 

O cantor ficou 37 dias na carceragem da Delegacia anti-sequestro, onde dividiu uma cela de 6 m² com sete detentos, até conseguir um habeas corpus concedido pelo STF para responder em liberdade.

Na manhã de 5 de novembro de 2004, Belo foi preso em sua casa, na zona oeste do Rio de Janeiro. 

Na ocasião, ele estava escondido em um quarto com paredes falsas após ter sido condenado a oito anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A polícia levou cerca de 40 minutos até encontrá-lo.

Local onde o cantor Belo estava escondido no dia de sua prisão. 

Local onde o cantor Belo estava escondido no dia de sua prisão.  Foto: Agência Estado

O julgamento dos recursos do processo deveria ter sido feito em 26 de novembro, mas foi adiado porque o cantor pediu para ser interrogado novamente, o que foi negado pela 8ª Câmara Criminal.

Em dezembro de 2003, a advogada de Belo, Alessandra Herculano, afirmava: "Não sei se o pedido vai ser deferido, mas ainda não foram esgotadas todas as vias de negociação".

Inicialmente prevista para seis anos, a pena subiu para oito. Em nota divulgada pelo Tribunal de Justiça, os desembargadores Flávio Magalhães, Maria Raimunda Azevedo e Ângelo Glioche, que decidiram pelo aumento da pena, explicavam a motivação.

Segundo eles, a decisão foi tomada pelo fato de Belo ser "um ídolo da música popular e sua conduta censurável ter repercutido de forma desfavorável nos admiradores adolescentes que ele costuma atrair em seus shows".

Belo no dia de sua prisão, em 5 de novembro de 2004, sendo levado à delegacia da Polinter, no centro do Rio. 

Belo no dia de sua prisão, em 5 de novembro de 2004, sendo levado à delegacia da Polinter, no centro do Rio.  Foto: Wilton Junior / Estadão

Em sua primeira noite na carceragem da Polinter, Belo dividiu uma cela com mais de 30 outros presos.

"Ele estava em choque, ainda sob o impacto da prisão", contou um dos três advogados de Belo, à época. Segundo ele, o cantor pediu apenas roupas e cigarros antes de ser preso.

Durante o período em que esteve preso, Belo conseguiu direitos como passar os fins de semana com a família (desde que saísse às 6h e voltasse à prisão às 22h), e até mesmo fazer shows.

Em 2007, Belo conseguiu o direito à liberdade condicional. Após nove meses, porém, foi obrigado a retornar à cadeia, tendo que cumprir a pena no regime semi-aberto após o Ministério Público Estadual recorrer contra a extinção da pena por tráfico.

Em agosto de 2008, a juíza Cristina de Araújo Góes LAjchter, da Vara de Execuções Penais do Rio, aceitou o pedido de liberdade condicional de Belo. Na época, o cantor era mantido em regime semi aberto. 

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Em 31 de julho daquele ano, o livramento havia sido suspenso menos de 24 horas após ser concedido, uma vez que a ficha de controle de Belo apontava que, durante a fiscalização, não havia sido encontrado em seu local de trabalho.

Belo foi liberado da pena em 2010, quando ainda teria um ano e quatro meses para cumprir em liberdade condicional, época em que tinha que chegar em casa antes das 23h e pedir autorização da Justiça para shows.

"Ele já pode levar a vida normal. Nada mais a pagar para a Justiça nem para a sociedade. Belo cumpriu sua pena corretamente e teve bom comportamento. Quando contei, ele ficou radiante e chorou", afirmou sua advogada à época, Sandra Almeida.

O traficante Vado morreu em agosto de 2002, após troca de tiro com policiais militares.

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José Patricio / Estadão | Denise Andrade / Estadão
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