Stephen King ‘pede desculpas’ por prever a crise da pandemia em seus livros nos anos 1970

Redação - O Estado de S.Paulo

Escritor lembrou calamidade de saúde pública e ‘fake news’ de políticos em suas obras

O escritor Stephen King

O escritor Stephen King Foto: Captura de tela do 'The Late Show' (2020) / CBS TV

Stephen King deu uma entrevista à Stephen Colbert, no The Late Show, na quarta-feira, 6, e se desculpou, em tom bem-humorado, por ter 'previsto' um cenário que remete à pandemia do novo coronavírus em seus livros.

Uma das obras que o escritor citou foi o A Dança da Morte, de 1978, que conta a história de um vírus que gera transformações na sociedade. 

"Sinto muito por isso. Quando eu escrevi aquele livro, havia acabado de acontecer um vazamento químico em Utah [Estados dos EUA]. Fui a um médico que eu conhecia e perguntei: 'como seria se uma pandemia matasse 98% da população do planeta? Os olhos dele brilharam. Médicos amam projetar esses cenários apocalípticos, quando são hipotéticos", conta.

Em outro momento, ele relembrou do seu clássico Zona Morta, um romance de suspense sobrenatural lançado em 1979.

"No livro, tinha um personagem, uma espécie de comediante popular, que dizia aos americanos que conseguiria resolver o problema da poluição 'mandando ela toda para o espaço', falou King, referindo-se à declaração de Donald Trump sobre injetar desinfetante nas veias para se proteger do novo coronavírus. A orientação do presidente é uma fake news, inclusive autoridades médicas alertaram que a prática pode causar morte.

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