‘Soul’, novo filme da Pixar, gera polêmica sobre representatividade

João Pedro Malar* - O Estado de S.Paulo

Algumas pessoas apontaram, na internet, que o filme acaba transformando o protagonista negro em um espírito azul; outros destacaram um elenco majoritariamente negro na produção

O protagonista do filme 'Soul' vira um espírito azul após morrer

O protagonista do filme 'Soul' vira um espírito azul após morrer Foto: Reprodução / Disney

A Disney divulgou no sábado, 27, um teaser da sua mais nova animação, Soul, que será lançada em novembro de 2020 após ser adiada devido à pandemia do novo coronavírus. O enredo da produção, porém, tem gerado um debate nas redes sociais sobre a questão da representatividade, já que o protagonista negro é transformado em um espírito azul.

O longa é estrelado por Jamie Foxx, que dubla o professor de música Joe Gardner, e trabalha diversas questões sobre a vida após sua morte. Alguns usuários apontaram que, ao morrer, Joe acaba perdendo os seus traços de aparência, e que a maior parte do enredo se passa após a morte do personagem, ou seja, com preponderância das “almas azuis” que habitam o pós-morte.

Um tuíte, em inglês, reuniu mais de 130 mil curtidas no Twitter ao apontar que essa não é a primeira vez que eu protagonista negro sofre uma transformação e perde seus traços de aparência, citando como exemplo os filmes A Princesa e o Sapo e Um Espião Animal. “Imagine o quão cansados estamos”, comentou o autor da publicação.

O debate também contou com pessoas destacando os aspectos positivos do filme. Caroline Meirelles, diretora de arte e pesquisadora de cinema e raça, fez uma thread (sequência de publicações) no Twitter em que elogia o elenco majoritariamente negro do filme. “Gente, temos no elenco nomes incríveis na dublagem, como Zendaya, Jamie Foxx, Angela Bassett, Tiffany Haddish... Mais de 95% dos dubladores todos pretos”, comenta ela.

O tema rendeu diversas publicações na rede social, tanto elogiando quanto criticando o filme, confira algumas publicações abaixo:

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais