'Relógio do Juízo Final' chega mais perto da meia-noite; entenda o problema

- O Estado de S.Paulo

Cientistas chegaram à conclusão de que estamos muito próximos de destruir o planeta

'Faltam dois minutos e meio para meia-noite'

'Faltam dois minutos e meio para meia-noite' Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP

A humanidade está muito perto de destruir o planeta Terra. Aliás, a última vez que estivemos tão próximos do 'fim' foi em 1953, quando a então União Soviética e os Estados Unidos começavam a corrida armamentista nuclear. 

O alerta vem dos cientistas responsáveis pelo 'Relógio do Juízo Final', o 'Doomsday Clock', idealizado em 1947 pelo Boletim de Cientistas Atômicos, que fica em Chicago, nos Estados Unidos.

Em 2016, ele se manteve estável em 3 minutos para a meia-noite, numa metáfora indicando que não melhoramos, mas também não pioramos. Neste ano, no entanto, estamos mais perto da destruição: 2 minutos e 30 segundos.

Crítica a Trump. Cético em relação ao aquecimento global, o presidente Donald Trump foi alvo de críticas por parte do físico Lawrence Krauss durante o anúncio. "O Boletim está extremamente preocupado com a disposição dos governos, incluindo a administração atual dos Estados Unidos, de ignorar ou desconsiderar evidências empíricas científicas em seu processo de tomada de decisões." O boletim criticou abertamente as nomeações de Trump para cargos de gabinete, como a Agência de Proteção Ambiental e o Departamento de Energia.

Os cientistas avisam: "Se figuras públicas sábias não agirem imediatamente, guiando a humanidade para longe do abismo, cidadãos sábios devem tomar as rédeas."

Você pode ler o boletim completo (em inglês) aqui.

Assista ao vídeo que explica por que, em 2016, o relógio foi mantido em 3 minutos: