Produção do filme ‘Pureza’, com Dira Paes, realiza o 'tuitaço' contra trabalho escravo

Redação - O Estado de São Paulo

Longa estreia no dia 18 e conta a história real da trabalhadora rural Pureza Lopes Loyola, que luta para livrar seu filho do trabalho escravo contemporâneo

A atriz Dira Paes é a protagonista do longa 'Pureza', previsto para estrear nos cinemas brasileiros no dia 18 de maio.

A atriz Dira Paes é a protagonista do longa 'Pureza', previsto para estrear nos cinemas brasileiros no dia 18 de maio. Foto: Downton Filmes

Já se passaram 134 anos da assinatura da Lei Áurea e o trabalho escravo continua sendo praticado no Brasil.

Com o intuito de alertar a população sobre este fato, a produção do longa brasileiro Pureza, do diretor Renato Barbieri, que estreia dia 19 de maio, e que trata deste tema, realizou nesta sexta-feira, 13, às 13h, um 'tuitaço' com as hashtags '#NaoAoTrabalhoEscravo' e '#SomosTodosPureza'.

A convocação para o protesto digital contou com o apoio de 85 entidades abolicionistas engajadas no combate ao trabalho escravo, além de artistas e apoiadores da causa como a protagonista do filme, Dira Paes, as atrizes Camila Pitanga e Patrícia Pillar, os jornalistas Chico Sá e Leonardo Sakamoto, entre outros.

 

 

 

 

 

 

Vencedor de 28 prêmios nacionais e internacionais, Pureza é inspirado na história real de Pureza Lopes Loyola, uma mãe brasileira que luta para livrar seu filho do trabalho escravo no País e se torna símbolo desta causa no mundo inteiro, sendo agraciada em 1997, em Londres, com o Prêmio Antiescravidão, conferido pela ONG britânica Anti-Slavery International, a mais antiga organização abolicionista em atividade.

No interior do Maranhão, dona Pureza trabalha fabricando tijolos ao lado de seu filho Abel. Em busca de uma vida melhor, o rapaz decide tentar a sorte nos garimpos da Amazônia.

Quando fica meses sem receber notícias do filho, Pureza inicia uma jornada incansável para descobrir o seu paradeiro. Na busca por Abel, a mãe percorre cidades, se embrenha em fazendas e descobre um cruel sistema de aliciamento e cárcere de trabalhadores rurais. Ela testemunha o tratamento brutal dispensado aos trabalhadores.

 

 

Com muita coragem, Pureza consegue escapar da fazenda e decide denunciar os fatos às autoridades federais. Sem credibilidade, e lutando contra um sistema forte e perverso, a trabalhadora rural retorna à fazenda para registrar provas e pressionar o governo - sem nunca perder de vista a busca por seu filho Abel.

A luta de Pureza Lopes Loyola inspirou a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, a primeira ação na história do Brasil destinada a combater o trabalho escravo em todo o território nacional.