População britânica tende a melhorar os hábitos de saúde conforme a idade avança, diz pesquisa

Redação - O Estado de S.Paulo

Metade dos entrevistados disse ter reduzido o álcool e parcela dos homens adotou veganismo na meia-idade

No Reino Unido, exercícios físicos e alimentação saudável estão entre as mudanças consideradas importantes para uma vida melhor.

No Reino Unido, exercícios físicos e alimentação saudável estão entre as mudanças consideradas importantes para uma vida melhor. Foto: Divulgação

Mudar o visual ou viajar com mais frequência não parecem ser prioridades para a população do Reino Unido quando o assunto é mudança dos hábitos de vida. Um levantamento encomendado pela seguradora britânica de saúde Bupa Health Clinics, em abril deste ano, informou que metade dos britânicos muda de atitude para com o corpo depois de atingir um aniversário simbólico que signifique "ficar velho".

Os pesquisadores entrevistaram três mil pessoas acima de 16 anos e, dentre os homens de meia-idade, 24% se tornaram veganos e 31% se inscreveram em competições esportivas, como maratonas. Foi informado, também, que 6% disseram se sentir motivados a mudar os costumes alimentícios e combater o sedentarismo por terem um parceiro mais jovem.

Diferente desse público, as mulheres são mais propensas a fazer mudanças positivas quando chegam aos 30 anos, uma década antes dos homens. Sessenta e sete por cento adotam um novo plano de alimentação saudável e 48% entram na academia.

Além disso, o relatório aponta que quase metade (47%) de todos os participantes se sente mais velha e começa a se preocupar mais com a saúde conforme a idade avança. "Isso é um dos muitos gatilhos que podem nos levar a pensar sobre a saúde. Em nossas clínicas, muitas vezes vemos os clientes chegando para um check-up geral pouco antes ou depois de entrar numa nova década de vida", disse Jake Williams, consultor de estilo de vida da Bupa Health Clinics.

Essa mudança de comportamento vai de encontro com a redução do álcool. Cinquenta e três por cento dos participantes disseram ter diminuído o consumo da bebida ou desistido completamente. 

O estudo revelou, também, que metade dos entrevistados tem feito mais exames clínicos. No entanto, essa vontade de mudar se consolida em cerca de três anos para alguns britânicos. Vinte e cinco por cento informaram ter tido uma recaída nos primeiros 12 meses e apenas 5% mantiveram os hábitos por oito anos ou mais.