‘Planeta enfrenta emergência climática’, alertam 11 mil cientistas em documento

Redação - O Estado de S.Paulo

‘Para garantir um futuro sustentável, devemos mudar nossos modos de vida’, revela artigo da ‘Bioscience’

Alerta sobre as consequências do aquecimento global é feito há 40 anos por cientistas do mundo todo.

Alerta sobre as consequências do aquecimento global é feito há 40 anos por cientistas do mundo todo. Foto: Pixabay

Não é de hoje que ouvimos falar sobre mudanças climáticas. Mais precisamente, desde 1979 em Genebra, alertas já eram feitos por especialistas na área na Primeira Conferência Mundial do Clima.

Esta informação consta em um documento publicado nesta terça-feira, 5, na revista Bioscience e assinado por 11 mil cientistas de 153 países. De acordo com os estudiosos, o assunto continuou sendo discutindo na Eco 92, no Rio de Janeiro, em 1997, durante a elaboração do Protocolo de Kyoto, e em 2015, no Acordo de Paris.

“Os cientistas têm a obrigação moral de alertar claramente a humanidade sobre qualquer ameaça catastrófica e de ‘dizer como é’. Com base nessa obrigação e nos indicadores gráficos apresentados, declaramos, com mais de 11 mil signatários cientistas de todo o mundo, clara e inequivocamente que o planeta Terra está enfrentando uma emergência climática”, enfatiza o artigo.

Os cientistas são unânimes em concluir que as emissões de gases do efeito estufa estão aumentando drasticamente e que poderemos ter uma das piores crises ambientais dos últimos tempos.

“As emissões de gases de efeito estufa (GEE) ainda estão aumentando rapidamente, com efeitos cada vez mais prejudiciais ao clima da Terra. É necessário um imenso aumento de escala nos esforços para conservar nossa biosfera, a fim de evitar sofrimentos incalculáveis devido à crise climática”, alerta o documento.

O Acordo de Paris, do qual os Estados Unidos não fazem mais parte, estabelece metas para que os países mantenham o aquecimento global abaixo de 2ºC. 

Além do aquecimento global, os estudiosos alertam para o crescimento desenfreado da população, consumo de combustíveis fósseis, emissões de CO2 per capta e o desmatamento, como na Amazônia.