Pela primeira vez, Miss Universo terá júri só de mulheres

Agência - ANSA

Empresárias e especialistas do setor vão avaliar as candidatas de mais de 90 países

Candidatas participam do Miss Venezuela.

Candidatas participam do Miss Venezuela. Foto: Cristian Hernández/EFE

Pela primeira vez na história, o júri da 67ª edição do Miss Universo será exclusivamente feminino, informaram os organizadores do concurso. O evento ocorre no próximo domingo, 16, em Bangkok, na Tailândia. A transmissão será feita para 190 países e, no Brasil, a Band irá exibir o concurso às 22h. 

De acordo com o site ABC News, o júri será composto por empresárias e especialistas do setor. Entre as participantes que vão eleger a próxima Miss Universo, está a modelo tailandesa Bui Simon, vencedora do título em 1988 e atual embaixadora da Boa Vontade da ONU.

Além disso, a competição também seguirá o exemplo do Miss América, que cancelou a disputa de fantasias. "Este novo formato permitirá que o nosso comitê julgador realmente conheça cada uma das participantes. Cada membro é uma mulher motivadora que reflete nosso compromisso de melhorar as oportunidades das detentoras do título a nível pessoal e profissional durante todo o ano, além de ser um modelo para essas jovens mulheres que serão as líderes do futuro", explicou a presidente da competição, Paula Shugart.

O Brasil será representado pela jornalista Mayra Dias. Ao todo, são esperadas candidatas de mais de 90 países para a disputa, entre elas a primeira mulher trangênero.

Angela Ponce, vencedora do Miss Espanha, é voluntária em uma organização sem fins lucrativos que trabalha com famílias e crianças que lidam com questões de identidade de gênero. "As mulheres trans vêm sendo perseguidas e apagadas há muito tempo. Estou mostrando que as mulheres trans podem ser o que quiserem", disse ela à Reuters.

Polêmica no Miss Universo

Às vésperas da cerimônia, a miss Estados Unidos, Sarah Rose Summers, aparece em um vídeo, que viralizou na internet, em que critica a adversária do Camboja, Rern Sinat, por não falar inglês. Os internautas acusaram a candidata americana de xenofobia.