Nova-iorquinos se oferecem para acompanhar quem se sente inseguro após vitória de Trump

- O Estado de S.Paulo

Formulário online junta alvos de assédio com pessoas dispostas a ajudar

  

   Foto: Mark Lennihan/AP

Kayla Santosuosso, diretora-adjunta da Arab American Association of New York (Associação de Árabes-Americanos de Nova York), recebeu uma mensagem na última quainta-feira, 10, de uma mulher muçulmana que havia sido assediada duas vezes no trem a caminho da faculdade após Donald Trump ter sido eleito.

Segundo a CNN, a moça perguntou se Kayla conhecia alguém que poderia acompanhá-la no trem. Ela já havia notificado a polícia, mas ainda precisava ir à faculdade todos os dias sozinha. Kayla faz um post no Facebook e, em cinco minutos, encontrou alguém para acompanhar a garota. Mais do que isso: 25 pessos se dispuseram a ajudar. Foi quando ela decidiu criar um um formulário online para organizar uma lista de potenciais voluntários.

O formulário já tem mais de 5500 pessoas inscritas, dispostas a acompanhar não só muçulmanos, mas todos que se sintam de alguma forma ameaçados. "A presidência de Trump também pode significar assédio para mulheres e pessoas com deficiência, e queremos oferecer acompanhamento sempre que necessário", afirma Kayla.