Mulheres conscientizam sobre câncer de mama em avião no Equador

Agência - AFP

Com um ou os dois seios retirados devido à doença, elas demonstraram como tocar as mamas para sentir alterações

Lourdes Alvarez, que teve câncer de mama, demonstra como examinar os seios para sentir alterações.

Lourdes Alvarez, que teve câncer de mama, demonstra como examinar os seios para sentir alterações. Foto: Rodrigo Buendia/AFP

Desenhos de mandalas e flores coloridas disfarçam as cicatrizes do câncer de mama. Seis mulheres que passaram por mastectomia (retirada da mama) entraram em um avião comercial, que sobrevoou os Andes do Equador, para mostrar a intervenção nos seios e alertar sobre a doença.

De surpresa, elas se enfileiraram no corredor da aeronave e abriram suas blusas brancas para demonstrar como se faz o chamado exame de toque nas mamas.

É importante ressaltar que não se trata de diagnosticar a doença, mas ter o hábito de tocar os seios a fim de conhecer o próprio corpo e identificar alterações. Os homens também são convidados a se atentar ao câncer de mama, embora a enfermidade seja rara no sexo masculino.

"Queremos dar uma motivação a todas as pessoas porque o câncer não vê idade, nem que somos brancos ou negros", disse Blanca Rosero. A dona de casa de 66 anos tinha um girassol rodeado de rosas silvestres cobrindo o peito para "motivar" o autoexame e "salvar vidas". "Não tenho vergonha", afirmou.

A demonstração no voo faz parte da campanha Pinktate, da fundação equatoriana Jovens Contra o Câncer. A iniciativa promove o diagnóstico precoce e estimula que, todos os meses, lugares emblemáticos do Equador se iluminem ou pintem de rosa, cor que representar a luta contra a doença.

Blanca foi diagnosticada com câncer de mama agressivo há quatro anos. "Escutava sobre o câncer e me parecia tão distante, mas um dia, ao me banhar, me dei conta de que havia uma bola no seio esquerdo", recorda.

No Brasil, estima-se 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019. O número corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no País. Este tumor é o mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não melanoma.

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