Moradores de prédio no centro de São Paulo se unem para ajudar gato ferido

Felipe Laurence* - O Estado de S.Paulo

Os condôminos fizeram vaquinha para custear a cirurgia e tratamento do animal

Moradores do Edifício Planalto, no centro de São Paulo, se juntaram em uma vaquinha para custear o tratamento do gato Artachinho.

Moradores do Edifício Planalto, no centro de São Paulo, se juntaram em uma vaquinha para custear o tratamento do gato Artachinho. Foto: Eduardo Léporo / Arquivo Pessoal

Quando a administradora Renata Oliveira, 37, saiu para passear com seu cachorro na manhã de segunda-feira, 10, se emocionou ao ver um gatinho bastante machucado em seu caminho. Ao descer na portaria do icônico Edifício Planalto, no centro de São Paulo, ela viu a movimentação dos funcionários do prédio em volta de um cobertor. Era um pequeno gato preto que, pela gravidade das lesões, provavelmente tinha sido violentamente surrado ou atropelado por um veículo de grande porte.

Sem saber como lidar com a situação, os funcionários pediram a ajuda de Renata. “Eu imediatamente o levei para uma clínica veterinária aqui da região para ser feito o tratamento de emergência”, disse Renata em entrevista para o E+. Com os ferimentos superficiais tratados, o gato, agora batizado de Artachinho, em homenagem a Artacho Jurado, arquiteto do Edifício Planalto, foi levado até um santuário de animais em Mairiporã.

“Fiquei aflita depois de alguns dias sem notícias dele e o busquei para levar até uma clínica veterinária de um conhecido, em Guarulhos, que se disponibilizou a fazer o tratamento dele com um preço mais em conta”, completou.

A administradora Renata Oliveira foi quem teve a ideia de fazer a vaquinha e bancou o tratamento inicial do Artachinho.

A administradora Renata Oliveira foi quem teve a ideia de fazer a vaquinha e bancou o tratamento inicial do Artachinho. Foto: Eduardo Léporo / Arquivo Pessoal

Feitos vários exames, foi constatado que um dos fêmures de Artachinho estava estilhaçado e uma cirurgia para colocar placa de titânio seria necessária. “Foi aí que fizemos a vaquinha para custear o tratamento, conseguimos mil reais logo de imediato graças aos moradores do prédio. Quando coloquei o anúncio nas minhas redes sociais, uma pessoa, um verdadeiro anjo, completou a quantia para os R$ 2.600 necessários para a operação”, disse. Ela afirmou ainda que, caso os equipamentos cheguem nesta terça-feira, 18, a operação já será realizada na mesma noite.

Artachinho também já está com casa definida. Uma moradora de um prédio vizinho ao Edifício Planalto se dispôs a adotá-lo quando o gato tiver alta. “Toda a operação já está bancada graças à vaquinha, mas o tratamento posterior e as diárias do internamento ainda precisam ser custeadas”, falou Renata.

Para aqueles que se solidarizaram com a história e quiserem colaborar com o pós-operatório do gatinho, basta só enviar um e-mail para Renata no endereço renata.elita@gmail.com.

*Estagiário sob a supervisão de Charlise Morais