Menina ajuda homem cego e surdo durante voo nos Estados Unidos

Redação - O Estado de S.Paulo

Clara Daly era a única no voo capaz de fazer a linguagem de sinais

Clara Daly se comunicou com Tim Cook por meio da linguagem de sinais

Clara Daly se comunicou com Tim Cook por meio da linguagem de sinais Foto: Facebook/@Lynette Scribner

Uma adolescente deu uma lição de solidariedade ao ajudar um homem cego e surdo durante voo nos Estados Unidos. A tripulação do avião da Alaska Airlines não conseguia se comunicar com o passageiro e contou com a ajuda de Clara Daly para a tarefa.

A aeronave seguia de Boston, onde o deficiente Tim Cook visitava a irmã, para Los Angeles com uma escala em Portland, onde ele morava em uma casa de repouso para idosos.

Ele voava desacompanhado e contava com a boa vontade de seu vizinho de poltrona, Eric, para pequenas tarefas como, por exemplo, tomar o seu café. Mesmo assim, não conseguia se fazer entender por ninguém.

“Eu vi a tripulação deixá-lo tocar seus rostos e braços. Eles pegavam em sua mão e tentavam conversar com ele, porém sem sucesso”, escreveu Lynette Scribner, passageira que acompanhou tudo de perto, em seu Facebook.

Os funcionários perguntaram pelo sistema de áudio do avião se algum dos passageiros sabiam falar a língua de sinais. Foi quando Clara, de 15 anos, se prontificou a ajudar.

“Conversei com Tim três vezes: uma para lhe dar água, outra para dizer as horas e durante a última hora do voo apenas para conversar com ele”, contou a menina à CNN.

Para se comunicar com Tim, Clara fazia o gesto de cada letra para que ele pudesse senti-las com as mãos. Ela conheceu seu passado como vendedor e Tim lhe perguntou sobre sua vida. “Conversamos sobre minha família em Massachusetts e ele me perguntou quais são meus planos para o futuro”, falou a jovem.

Lynette descreveu como a conversa entre Clara, Tim e Eric estava animada: “Quando ele perguntou se Clara era bonita, ela ficou vermelha e riu ao passo que Eric, que à essa altura já aprendera alguns sinais, respondeu que sim. Não sei quando foi a outra vez que vi tantas pessoas se revezando para ajudar outro ser humano”.

O relato de Lynette foi compartilhado mais de 700 mil vezes até o momento de publicação desta matéria. Clara disse que a repercussão positiva da história lhe comoveu: “Espero que isso ajude as pessoas a verem que é a função de cada um ajudar os outros”.

“É um bom jeito de lembrar que nessa época de maldade, ainda há pessoas boas dispostas a olhar umas pelas outras”, opinou Lynette.

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