Governo da Inglaterra proíbe venda de pets

Redação - O Estado de S.Paulo

Comércio informal e pet shops não poderão comercializar animais com menos de dois meses

Proposta inglesa procura acabar com o mercado ilegal.

Proposta inglesa procura acabar com o mercado ilegal. Foto: Unsplash / @erdaest

A Inglaterra tomou um passo importante para ajudar os pets. Na última quarta-feira, 22, o governo lançou uma proposta para proibir a venda de animais de estimação em pet shops e comércios informais. Apenas cães e gatos com menos de dois meses serão contemplados pela novidade, que entra em vigor no dia 1º de outubro no país.

O objetivo da medida é interromper o mercado ilegal de compra e venda de pets, já que esses animais, em sua maioria, apresentam muitos problemas de saúde porque vivem em más condições e são forçados a reproduzir inúmeras vezes.

Na semana passada,  foi aberta uma consulta pública sobre o tema. Caso a proposta tenha aprovação, a lei pode ficar ainda mais rigorosa e os filhotes de até seis meses não poderão mais ser vendidos em pet shops - quem quiser um filhotinho, terá de tratar diretamente com quem tem licença para criar animais ou ir a um centro de gatos e cachorros resgatados.

A proposta foi motivada pela história de Lucy, uma cadela da raça Cavalier King Charles Spaniel que foi maltratada e forçada a procriar várias vezes ao ano. Ela não resistiu aos problemas de saúde e morreu em 2016, três anos após ser resgatada.