Estudo piloto treina cães para identificarem pessoas infectadas por coronavírus

Gabriela Marçal - O Estado de S.Paulo

Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, anunciou começo do programa na terça-feira, 28

Cães têm 300 milhões de receptores olfativos, enquanto os humanos possuem seis milhões

Cães têm 300 milhões de receptores olfativos, enquanto os humanos possuem seis milhões Foto: Tobias/ Unsplash

A Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia (Penn Vet), nos Estados Unidos, divulgou na terça-feira, 28, que começou um estudo piloto para treinar cães a indentificarem pessoas que estão infectadas pelo novo coronavírus.

Inicialmente, oito cachorros serão expostos a amostras positivas de covid-19 de saliva e urina em laboratório. A expectativa da instituição é que em julho os animais consigam fazer uma triagem preliminar de humanos contaminados ou não.

“Os cães podem detectar odores com precisão mesmo com baixas concentrações de compostos orgânicos voláteis associados a várias doenças, como câncer de ovário, infecções bacterianas e tumores nasais. Esses compostos estão presentes no sangue humano, saliva, urina ou respiração ”, disse Cynthia Otto, professora de Ciências dos Cães e Medicina do Esporte e diretora do Working Dog Center da Penn Vet.

O trabalho dos cachorros poderia ajudar na identificação de pacientes assintomáticos quando as medidas de isolamento social forem flexibilizadas.

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Publicado por Penn Vet em  Quarta-feira, 29 de abril de 2020

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