Entenda o que é a cláusula de inclusão citada por Frances McDormand em discurso no Oscar

Redação - O Estado de S.Paulo

Conceito foi criado por uma professora da Universidade do Sul da Califórnia

Frances McDormand ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação em 'Três Anúncios para um Crime'

Frances McDormand ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação em 'Três Anúncios para um Crime' Foto: AFP PHOTO/Mark Ralston

O discurso de Frances McDormand foi um dos momentos marcantes da premiação do Oscar na noite de domingo, 4, quando ela recebeu o prêmio de melhor atriz por sua atuação em Três Anúncios para um Crime.

Frances focou na inclusão e pediu que todas as mulheres indicadas aos prêmios se levantassem. Mas, ao fim do discurso, a atriz citou duas palavras que deixaram muitos espectadores curiosos: inclusion rider

O conceito, traduzido para o português como cláusula de inclusão, foi cunhado pela professora Stacy Smith, da Universidade da Califórnia do Sul, como parte da Inciativa de Inclusão Annemberg, e propõe que os filmes tragam mais representatividade.

Em 2016, Stacy explicou a ideia em uma paletra no TED. "Um filme comum tem aproximadamente de 40 a 45 personagens com alguma fala", afirma. "Eu argumentaria que apenas oito a dez deles são realmente relevantes à história. Os outros 30 papéis, não há razão para que esses papéis menores não correspondam ou reflitam a demografia de onde a história se passa."

A ideia gerou comentários nas redes sociais e inclusive o apoio de personalidades como a atriz Brie Larson.

"Estou comprometida com a cláusula de inclusão. Quem está comigo?"

Assista abaixo ao discurso de Frances e à palestra de Stacy: