Duas em cada três crianças nascem em países sem licença-paternidade

Redação - O Estado de S.Paulo

Estudo feito pela Unicef recomenda a mudança deste paradigma como forma de ajudar o desenvolvimento dos bebês

Estudo feito pela Unicef mostrou que duas em cada três bebês nascem em países onde não existe nenhuma lei regulamentando licença-paternidade

Estudo feito pela Unicef mostrou que duas em cada três bebês nascem em países onde não existe nenhuma lei regulamentando licença-paternidade Foto: Pixabay/@tookapic

Um estudo lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e compilado pelo World Policy Analysis Center (WPAC) verificou que 90 milhões de crianças com menos de um ano de idade vivem em países que não possuem qualquer tipo de lei estabelecendo licença-paternidade.

A Unicef chamou o dado de "alarmante" e pede aos países que criem leis para dar a possibilidade aos pais de interagirem mais no início da vida dos seus filhos, um momento importante para o desenvolvimento do bebê. "Interações positivas e significativas com mães e pais desde o início da vida ajudam no crescimento do cérebro do bebê e seu desenvolvimento para a vida, os fazendo mais saudáveis e felizes e aumentando sua habilidade de aprender", disse a diretora executiva do órgão Henrietta Fore.

Um mapa interativo criado pela WPAC comparou as leis de licença-paternidade e licença-maternidade pelo mundo e mostrou que oito países não possuem nem uma nem outra: Suriname, Estados Federados da Micronésia, Palau, Nauru, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Tonga e Estados Unidos. "Para alcançarmos igualdade de gênero no ambiente de trabalho e em casa, é essencial que homens tenham a chance de estar com seus filhos recém-nascidos", disse a diretora da WPAC Jody Heymann ao site NPR.

Brasil. No levantamento feito pela Unicef, o Brasil está entre os países que dão três semanas ou menos de licença-paternidade aos novos pais. Sancionada em 2016 pela ex-presidente Dilma Rousseff, a Lei nº 13.257, chamada de Marco Legal da Primeira Infância, ampliou a licença-paternidade no Brasil de cinco para 20 dias ao criar o Programa Empresa Cidadã, que concede mais 15 dias de licença aos pais, além dos cinco já garantidos. Somente empresas cadastradas nesse programa, porém, é que podem oferecer o benefício aos funcionários.

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Gabi Menashe/Creative Commons
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