Documentário dá visibilidade às mulheres fãs de ficção científica

Redação - O Estado de S.Paulo

Dados mostram que 43% da audiência na estreia de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ era composta por mulheres

Documentário pretende mostrar que ficção científica também é coisa de mulher

Documentário pretende mostrar que ficção científica também é coisa de mulher Foto: Pixabay/@mm91

O documentário Looking for Leia (Procurando Leia, em tradução livre) explora um assunto cada vez mais importante: a presença crescente de mulheres entre os fãs de ficção científica.

“Espero que as mulheres nerds de todas as idades se reconheçam no documentário, como se estivessem se vendo num espelho. Mas ele também será divertido para quem não está familiarizado com esse universo”, contou Annalise Ophelian, criadora do documentário, ao site ABC News.

A produção de seis capítulos retrata o universo geek por meio de uma perspectiva feminina, abordando desde quem são as mulheres que fazem cosplay (ação de se fantasiar como personagens de filmes) até a importância da representação étnica e de gênero dentro dos filmes e fora deles.

Um dado recente comprova a maior participação feminina no universo da ficção científica: as mulheres representaram 43% da audiência da estreia de Star Wars: Os Últimos Jedi.

No entanto, Annalise garante que a paixão das mulheres por esse tipo de filme é bem antiga. Ela diz que é fã de Star Wars desde 1977 quando, aos quatro anos, assistiu o primeiro filme da sequência.

As mulheres presentes em uma convenção de fãs do filme na Califórnia, nos Estados Unidos, motivaram a diretora a produzir o documentário.

“Eu cheguei lá e fiquei chocada com a quantidade de mulheres presentes, não levadas pelos namorados ou algo do tipo, mas claramente fãs mesmo”, disse.

Ao gravar o filme, Annalise se deparou com mulheres que não hesitaram em substituir elementos das fantasias que elas consideram sexistas ou ultrapassadas como, por exemplo, o biquíni dourado que Leia utilizou quando era prisioneira de Jabba the Hutt em um dos filmes.

Enquanto termina a edição do documentário, a diretora espera que alguma distribuidora se interesse por sua exibição e não deixa de sonhar que seu projeto fique disponível em alguma das grandes plataformas de streaming.