Desenvolvedora de League of Legends é acusada de sexismo e ambiente de trabalho tóxico

Redação - O Estado de S.Paulo

A Riot Games respondeu que as acusações são inaceitáveis e irá trabalhar para acabar com isso

A empresa Riot Games, conhecida por desenvolver o jogo League of Legends, foi acusada por funcionárias e ex-funcionárias de promover um ambiente de trabalho tóxico e sexista

A empresa Riot Games, conhecida por desenvolver o jogo League of Legends, foi acusada por funcionárias e ex-funcionárias de promover um ambiente de trabalho tóxico e sexista Foto: Riot Games/Divulgação

A desenvolvedora de jogos eletrônicos Riot Games, conhecida por produzir o sucesso online League of Legends, foi acusada por 28 funcionárias e ex-funcionárias por aceitar um ambiente de trabalho tóxico onde sexismo e assédio sexual são normalmente praticados por funcionários homens. 

Segundo investigação do site norte-americano Kotaku, o sentimento geral na empresa é de que mulheres são tratadas de forma desigual e que a cultura criada na Riot Games as coloca automaticamente em desvantagem. Tanto empregados homens quanto mulheres relataram ao site que receberam mensagens e imagens com conteúdo sexual de outros colegas e chefes sem terem pedido isso.

“É difícil ser ouvida lá”, disse Kristen Fuller, que saiu da Riot Games em março, ao site. “Enquanto você tá apresentando alguma coisa, alguém começa a falar mais alto e só para quando eu também ficava quieta”, continuou. “É como se fosse uma grande festa universitária”, comentou outra funcionária, em anonimato. 

Em resposta ao artigo, a Riot Games admitiu que o seu ambiente de trabalho virou tóxico e se comprometeu a tomar medidas para mudar isso. “Nós não respeitamos os nossos próprios valores corporativos e já tomamos medidas contra muitos dos episódios relatados”, escreveu. 

“Todos os empregados da Riot Games são responsáveis por criar um ambiente onde todos têm oportunidade igual de serem ouvidos, de crescer na empresa e alcançar seu potencial. Nós reconhecemos que ainda precisamos fazer muita coisa para acabar com isso, precisamos ouvir nossos colaboradores e dar a eles orientações de como seguirem nossos valores”, continuou a empresa.