Com cores e dança, milhares de pessoas celebram o orgulho gay em Nova York

Agência - AFP

Cerca de cem carros alegóricos e manifestantes percorreram três quilômetros no Chelsea e na Quinta Avenida

Uma integrante do Corpo de Bombeiros de Nova York foi pedida em casamento durante a parada

Uma integrante do Corpo de Bombeiros de Nova York foi pedida em casamento durante a parada Foto: Kena Betancur/Getty Images/AFP

Nova York - Dezenas de milhares de pessoas levando bandeiras do arco-íris e cartazes políticos marcharam e dançaram neste domingo, 24, pelas ruas de Nova York na Parada do Orgulho Gay, 49 anos após o primeiro desfile realizado em 1970 no Central Park.

Em um dia ensolarado e de calor, cerca de  cem carros alegóricos,  espectadores de patins e à pé percorreram lentamente cerca de três quilômetros no Chelsea, em frente ao histórico Stonewall Inn em Greenwich Village e, em seguida, pela Quinta Avenida para 29th Street. A rota foi alterada este ano em antecipação das grandes celebrações de 2019 que vão comemorar o 50º aniversário da rebelião de Stonewall, em 1969, que deu origem ao movimento pelos direitos dos homossexuais.

Este ano, o tema da parada foi "diferente e desafiador", uma mensagem que emana do tratamento que o governo de Donald Trump dá à comunidade LGBT, de acordo com organizadores da marcha.

Para o vereador democrata nova-iorquino Corey Johnson, 36 anos, abertamente gay, e o primeiro líder do legislativo municipal com o HIV, o slogan reflete a diversidade  da cidade. Nova York tem a maior comunidade LGBT do país "onde mais de 40% dos habitantes são estrangeiros e mais de 200 línguas são faladas no Queens".

"Como Lady Gaga diz: 'Baby, é assim que eu nasci'", disse Johnson à ABC, antes de retomar a marcha dançando e pulando com uma bandeira de arco-íris na mão.

Assim como Johnson, outros políticos do reduto democrata que é Nova York participaram da marcha, incluindo o prefeito Bill de Blasio, o representante Chuck Schumer e governador Andrew Cuomo, que marcharam atrás de uma grande faixa onde se lia "Nova York o estado do amor" .

Um dos patronos do desfile deste ano foi a lenda do tênis Billie Jean King, 74 anos, homossexual e defensora da igualdade entre homens e mulheres e os direitos LGBT, que desfilou em um carro protegendo-se do sol com um enorme guarda-chuva com as cores do arco-íris.

No desfile do ano passado, e também neste, muitos manifestantes carregaram faixas anti-Trump, criticando suas políticas que limitam os direitos homossexuais.

Em 2016, o clima piorou após o massacre em uma boate gay em Orlando, na Flórida, que deixou 49 mortos.