China abre escolas de namoro para homens

Redação - O Estado de S.Paulo

Hoje, ao engatar uma relação, homens do país tendem a ficar desleixados

Na China, cresce oferta de escolas de namoro para homens. Aulas vão de como tirar uma foto para perfil a como sorrir.

Na China, cresce oferta de escolas de namoro para homens. Aulas vão de como tirar uma foto para perfil a como sorrir. Foto: Giulia Marchi/NYT

O caráter empreiteiro da China atingiu o âmbito do relacionamento. Agora, a novidade é o apoio do governo a escolas de namoro para homens. As aulas são presenciais e custam de US$  45 a US$ 3 mil - ou aproximadamente de R$ 146 a R$ 9,7 mil. Na grade, aulas para ter uma boa foto de perfil e fazer selfie, construir um bom guarda-roupa, ter um sorriso fotogênico e manter uma boa conversa com as pretendentes.  

A formação dos cursos ocorre no contexto pós-política do filho único e preferência por nascimento de meninos. Em 2016, o número de homens no país era 33,6 milhões  a mais que a quantidade de mulheres, de acordo com o governo.

Um dos ex-alunos e agora dono e professor em uma escola de relacionamento na Universidade de Shandong, no leste chinês, relatou ao jornal The New York Times que o ambiente no país está competitivo: no WeCast, uma espécie de Tinder, há o registro de 7 mil curtidas de homens para uma única mulher atraente. Ele divide a coordenação da Fall in Love Emotional Education (Se apaixone Educação Emocional, em tradução livre) com outros dois sócios.

No entanto, apesar da competição acirrada, os homens tendem a ficar desleixados quando engatam um namoro. "Muitos chineses começam a não lavar o cabelo, não trocar de roupa e a aparentam estar realmente sujos", contou Zhang Mindong, um dos alunos que teve aula de vestimenta."Muitas vezes a questão não é um problema nosso, mas sim o fato de que não sabemos o que fazer e em que detalhes prestar atenção".

As primeiras escolas começaram em 2014, mas com o apoio do governo ao tema, cresceu a oferta de instituições, e o ritmo tem sido acompanhado pela demanda. Alguns jornais no país apontam que se a união entre os sexos não for estimulada, podem aumentar as taxas de tráfico humano, crime sexual e instabilidae social.

Com informações do The New York Times