CFMV reforça importância da manutenção de serviços veterinários durante pandemia de coronavírus

Camila Tuchlinski - O Estado de S.Paulo

Entidade federal ressalta que atividades são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças

CFMV reforça importância da manutenção de serviços veterinários durante pandemia de coronavírus.

CFMV reforça importância da manutenção de serviços veterinários durante pandemia de coronavírus. Foto: Pixabay

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou uma nota técnica sobre a importância da manutenção dos serviços veterinários considerados essenciais ante à pandemia do novo coronavírus. O documento foi divulgado aos conselhos regionais de todo o Brasil.

O objetivo é reforçar os termos estabelecidos pelo Decreto Presidencial nº 10.282, de 20 de março de 2020.  

Em alguns estados, como Alagoas e Pernambuco, os serviços veterinários foram restritos à realização de atividades comerciais e industriais consideradas não essenciais. 

O conselho nacional dos veterinários pede a manutenção de serviços como vigilância sanitária, prevenção, controle e erradicação de pragas e de doença dos animais, inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal, vigilância agropecuária internacional, cuidados com animais em cativeiro, atividades acessórias, de suporte à cadeia produtiva e disponibilização dos insumos necessários à cadeia produtiva.

 

Confira a íntegra da nota oficial do CFMV:

 

Importância da manutenção dos serviços veterinários ante à pandemia do SARS-CoV-2

 

Os serviços veterinários e de nutrição animal, na linha do que foi publicado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e pela Associação Mundial de Veterinária (WVA), são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças, no gerenciamento de emergências e enfrentamento de pandemias, como a que ocorre atualmente com o novo coronavírus (SARS-Cov-2), causador da Covid-19.

Como profissão e profissionais da saúde única (animal, ambiental e humana), a Medicina Veterinária e os médicos-veterinários:

atuam diretamente para a segurança sanitária da sociedade, mediante o controle de zoonoses, o monitoramento e o tratamento da saúde dos animais; prestam assistência técnica e sanitária aos animais em todos os momentos de sua produção; inspecionam os produtos de origem animal destinados à alimentação da população; atuam no campo e na indústria para garantir a segurança sanitária aos alimentos de origem animal.

Não por outro motivo que o Decreto Presidencial nº 10.282, de 20/3/2020, definiu não poderem ser interrompidos os seguintes serviços:

vigilância sanitária; prevenção, controle e erradicação de pragas e de doença dos animais; inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal; vigilância agropecuária internacional; cuidados com animais em cativeiro; atividades acessórias, de suporte à cadeia produtiva; disponibilização dos insumos necessários à cadeia produtiva.

Como se vê, são imprescindíveis: a garantia do fornecimento de alimentos, medicamentos e insumos, tanto aos animais de produção, quanto aos de estimação, mediante a manutenção do funcionamento das indústrias, distribuidoras e comércio destes produtos; o atendimento e o tratamento aos animais; a manutenção do funcionamento dos estabelecimentos médico-veterinários (consultórios, clínicas e hospitais), que devem priorizar o atendimento a urgências e emergências e, ainda, incrementar as medidas sanitárias já usuais, com o fim de mitigar a possibilidade de contágio, inclusive com a limitação de pessoas no ambiente acompanhando os animais; a aplicação das medidas de mitigação aos animais internados até a alta médico-veterinária; a garantia da manutenção dos serviços relacionados à agroindústria e à produção animal, de forma a não comprometer o abastecimento de alimentos à população.

Assim, neste momento de crise sanitária decorrente da Covid-19, esperamos das autoridades governamentais das três esferas a adoção das medidas necessárias à não interrupção dos referidos serviços e atividades, de modo a reduzir e conter os prejuízos sanitários aos animais, ao meio ambiente e, sobretudo, à população.

 

Brasília, 20 de março de 2020.

Francisco Cavalcanti de Almeida

Presidente do CFMV

CRMV-SP nº 1012.