Casal gay acusa companhia aérea norte-americana de discriminação

Redação - O Estado de S.Paulo

Funcionários da Southwest Airlines não teriam permitido que pais embarcassem com os três filhos e a avó das crianças; empresa nega discriminação

Grant Morse e Samuel Ballachino alegam que sofreram homofobia antes de embarcar no voo

Grant Morse e Samuel Ballachino alegam que sofreram homofobia antes de embarcar no voo Foto: AP PHOTO/TED S. WARREN

Um casal gay dos Estados Unidos está acusando a companhia aérea Southwest Airlines de homofobia ao não deixá-los embarcar com os três filhos e a avó das crianças. Os dois pretendem entrar com uma ação judicial contra a empresa, que nega as acusação e diz não ter discriminado a família. 

Grant Morse, seu marido Samuel Ballachino, a filha de cinco anos e os filhos gêmeos de três anos do casal, além da mãe de 83 anos de Morse, foram barrados do embarque para famílias durante um voo que sairia de Buffallo, no estado de Nova York, para Fort Lauderdale, na Flórida, neste fim de semana.

Segundo Morse, eles se aproximaram do embarque para famílias quando uma funcionária da Southwest Airlines teria lhes dito: "Aqui é apenas o embarque para famílias". Segundo contou à Fox News, ela teria sido sarcástica na resposta.

Morse teria explicado que ele e seu marido eram casados e que as crianças eram seus filhos biológicos, mas que a atendente teria continuadamente negado o embarque. 

"Eles não nos viram como uma família mesmo após eu dizer que éramos casados, que este é meu marido e estas são as minhas crianças", declarou Morse ao BuzzFeed. Ele acrescentou que, posteriormente, um funcionário afirmou que apenas um dos pais poderia embarcar com as crianças, enquanto que outro precisaria ficar com a mãe de Morse.

Ele teria revidado. "Como você espera que um pai embarque com três crianças menores de seis anos e empurre três carrinhos de bebê e uma mala de fraldas? É fisicamente impossível", diz. 

À NBC, Morse diz que viaja frequentemente pela companhia - no ano, acumula pelo menos 1 milhão de milhas - e que costuma ver o embarque de casais heterossexuais com filho. Ao BuzzFeed, ele alega que neste mesmo voo viu um casal hétero embarcar enquanto ele era retido com seu marido, filhos e mãe.

Após discussão e mal-estar, a família pôde embarcar, mas precisou se sentar em lugares separados - a mãe de Morse e seu marido, Ballachino, ficaram em outros assentos. 

Em resposta à acusação, a Southwest Airlines divulgou nota à imprensa norte-americana na qual afirma que não cometeu discriminação com a família.

Em sua defesa, alega que a política da companhia é permitir, no embarque para famílias, "um adulto viajando com uma criança de até seis anos". "Os pais ficaram desapontados que a política de Embarque para Famílias não foi aplicado a outro membro do grupo [a mãe de Morse]", segundo traz o texto divulgado pelo BuzzFeed. 

À Fox News, Morse diz que entende que a sinalização no aeroporto pudesse dar margem a essa interpretação, em vez do entendimento de que a família inteira poderia embarcar, mas alega que os funcionários da empresa não trataram sua família com respeito e não explicaram as regras - no lugar disso, os atendentes teriam somente repetido "apenas famílias". 

Agora, o casal vai contratar um advogado para processar a empresa.