Austríaco bate recorde mundial dentro de cabine cheia de gelo

Agência - EFE

Josef Köberl permaneceu em pé por duas horas, oito minutos e 47 segundos

Josef Köberl bateu recorde mundial de um chinês.

Josef Köberl bateu recorde mundial de um chinês. Foto: Reprodução de vídeo da EFE / YouTube

O austríaco Josef Köberl, de 42 anos, bateu um recorde mundial neste sábado, 10, em Viena, após ficar em pé dentro de uma cabine cheia de cubos de gelo por duas horas, oito minutos e 47 segundos (veja vídeo abaixo). O recordista anterior era o chinês Jin Songhao, que suportou uma hora, 53 minutos e dez segundos.

"Quanto ao tempo, tudo foi muito bem e, no final, foi ficando melhor. Mas nesses casos, você tem de encontrar o melhor momento para terminar. Porque senão as coisas ficam piores mais rápido do que o esperado", disse Köberl.

As altas temperaturas em Viena, com mais de 30 graus, foram um problema a mais para o homem, que ficou com a cabeça exposta a uma temperatura maior do que o restante do corpo. Porém, a maior dificuldade que enfrentou foi em relação às mãos.

"Na segunda vez que encheram [a cabine] com mais gelo, cobriram as mãos e isso doeu um pouco e agora continuam dormente", disse o 'homem de gelo', como é chamado, após completar a prova. Para controlar o estado de saúde do austríaco, um médico media a temperatura corporal dele a cada 25 minutos durante a primeira hora e depois a cada cinco ou dez minutos dali em diante.

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Köberl deveria manter uma temperatura corporal sempre acima de 32 graus. Depois da primeira hora, ele registrou uma mínima de 34,3 graus, mas posteriormente conseguiu chegar a 35 graus. "É um método muito bem investigado por Vim Hof, se alguém se concentra e continua respirando, então o corpo consegue se recuperar", explicou ele.

Para supervisionar e atestar o feito, o austríaco esteve acompanhado de um advogado e de uma testemunha oficial. Todas as ações foram gravadas por vários ângulos para certificar, em cada momento, a validade do recorde.

Com o título conquistado, Köberl já pensa no próximo desafio: em março do ano que vem, ele quer bater o recorde mundial de nadar mais de 1,6 mil metros em água congelada, com temperatura de um grau abaixo de zero.