Ansiedade pode prejudicar adaptação de crianças na volta às aulas

Camila Tuchlinski - O Estado de S.Paulo

Aplicativos ajudam os pequeninos a dormirem mais cedo e a desapegarem dos eletrônicos após o período de férias

Ansiedade pode prejudicar o retorno dos alunos após período de férias.

Ansiedade pode prejudicar o retorno dos alunos após período de férias. Foto: Pixabay

Você se lembra de quando passava férias na casa dos primos, por exemplo, e como era a volta às aulas após esse período? Aquele friozinho na barriga, o medo de reencontrar os colegas e as possíveis mudanças no método de ensino ou até de escola podem gerar ansiedade nas crianças.

Os pais precisam ficar atentos, sobretudo em relação a adaptação.

“Não é tão comum que os mais velhos - já acostumados com aquele mesmo ambiente escolar -  tenham dificuldades no primeiro dia de aula, mas pode acontecer. Principalmente quando a criança apresenta maior ansiedade ou medo de aceitação da nova professora ou que teve um vínculo muito intenso com a professora do ano anterior” avalia a psicopedagoga Adriana Ferreira, orientadora educacional do colégio Mopi.

É preciso que a família transmita segurança e diálogo aberto com os filhos. “Se, nas férias, a família transmite insegurança de alguma forma, por exemplo, questiona se a nova professora irá gostar do filho, obviamente é criada na criança uma expectativa e um temor para aquele próximo ano”, afirma a psicopedagoga.

Uma dica valiosa é criar uma expectativa positiva em relação à escola. Você pode destacar que a criança vai aprender novas coisas ao longo do ano e irá se divertir em muitas situações, sempre enfatizando os pontos positivos da situação. 

O que fazer se a criança relatar incômodo para voltar à escola

Algumas crianças podem se queixar de dores ou insatisfação com a volta às aulas. Nesses casos, a família precisa ficar alerta, na avaliação de Adriana Ferreira. “Observar em quais momentos isso ocorre. Caso seja uma aula que a criança resiste mais ou uma aula em que ela apresenta mais dificuldade. Caso seja uma relação com o próprio professor de uma determinada matéria, de um trabalho que ele precisa entregar e está com medo. Detectado o motivo principal, o ideal é trabalhar aquela condição”, enfatiza. 

A união entre pais e educadores para entender as dificuldades da criança é fundamental nesse processo.

Aplicativos que ajudam os pais na volta às aulas

 Sair por aí resolvendo coisas como aquisição de material escolar ou fazer rematrícula dos filhos presencialmente parece ser coisa do passado.

Alguns aplicativos prometem ajudar os adultos na reorganização para a volta às aulas. Confira:

Agenda Edu - Por meio do aplicativo, os responsáveis podem realizar o pagamento das rematrículas de forma rápida e fácil. O objetivo é garantir mais praticidade no recebimento dos pagamentos e a segurança nas transações bancárias da escola. Além disso, com essa funcionalidade, os colégios conseguem diminuir os custos de impressão dos documentos. 

AppGuardian - Com o uso do app, é possível administrar o tempo das crianças no celular e organizar as rotinas do dia a dia em frente às telinhas, pois nas férias os pais normalmente liberam o acesso ao celular para os filhos por muito mais tempo. E, com a volta às aulas, é preciso regularizar a rotina.

Relax Melodies - Durante as férias escolares é comum as crianças e adolescentes dormirem mais tarde. Por isso, é importante que os pais utilizem mecanismos para regularizar o sono delas. Esse app possui músicas e imagens que ajudam no relaxamento e no sono. 

Grabr - A compra de material escolar é sempre um momento delicado para os pais, pois normalmente as crianças querem os itens que são novidades no mercado, quase sempre bem mais caros. Por meio do app, é possível comprar mochilas, lancheiras, cadernos e acessórios estilosos que estão disponíveis no Brasil ou com preços elevados, direto do exterior, com valores mais acessíveis. 

EducareBox - Com essa plataforma, os pais podem se programar de acordo com as atividades dos filhos. A startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil permite que os pais gerenciem suas próprias rotinas de atividades. Coordenadores e professores poderão realizar análises de áreas de dificuldade de alunos, progressão de notas e presenças.