Vida nova ao velho galpão

Amara Holstein - O Estado de S.Paulo

No Estado americano de Oregon, prédio foi transformado em loft ao estilo de Nova York

Prédio em Oregon foi transformado em loft ao estilo de Nova York

Prédio em Oregon foi transformado em loft ao estilo de Nova York Foto: Jeremy Holstein/NYT

Depois de se aposentarem, em 1997, passaram dez anos em Park City, Utah, e em Telluride, no Colorado, mas “viver em lugares montanhosos cheios de neve e depender de carro não tem sentido nessa idade”, disse Joan. Atraídos pelo clima moderado e as comodidades da vida urbana, se mudaram para Portland em 2011, comprando por US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões) um imóvel que havia sido confeitaria, gráfica e oficina mecânica. 

A intenção era construir um loft industrial no andar superior inspirado no antigo apartamento do casal em Tribeca, Manhattan. Então, o casal contratou o escritório Emerick Architects para reabilitar o edifício de 740 m², com uma área externa com palmeiras. 

O loft no segundo andar, com 222,9 m², tem janelas de quase 3 m de altura, imitando as janelas com esquadrias de aço das fábricas dos anos 30, mas é de madeira e vidro duplo. Há poucas paredes internas: uma enorme lareira foi instalada no espaço principal, que reúne salas de estar e jantar e cozinha. Um único pequeno quarto com banheiro está confinado de um lado. 

O sistema de iluminação imita um antigo sistema de sprinklers, com sprinklers antigos e calibradores de pressão usados como decoração. “Nós os compramos por causa da sua bela pátina enferrujada, mas os pintores tentaram restaurá-lo”, diz Zaret. “Durante o projeto tivemos de dizer aos operários: ‘não façam tudo tão perfeito’. Um velho armazém não deve ser perfeito”, conta Joan. 

Embaixo, um apartamento de hóspedes que já existia foi complementado com um quarto estilo cabine de trem, banheiro e garagem para dois carros, onde o casal estaciona o seu Mini. 

Quando o projeto foi concluído, no ano passado, por US$ 3.300 (R$ 8,8 mil) o metro quadrado, o casal convidou toda a vizinhança para uma festa. Uma banda local de blues tocou para 175 pessoas e carrinhos de comida ficaram estacionados do lado de fora. / Tradução de Terezinha Martino