Universo particular

- O Estado de S.Paulo

Cada detalhe justifica o conceito 'Vale a pena' para a Cabana pra lá de chique

Roberto Migotto é reconhecido por desconstruir o clássico. Nesta Cabana, uma caixa de 120 m² pintada de preto no exterior, ele inovou ao adotar um quê escandinavo, com réguas de bambu carbonizado no piso e carvalho americano nas paredes e no teto. A luz é suave, vinda de sancas discretas, e enfatiza o clima invernal de recolhimento. Portas-camarão isolam o quarto com banheiro anexo da área social, composta de living e espaço gourmet integrados. Contrastantes seixos pretos pontuam as laterais, com as paredes verdes de Alex Hanazaki, outro trunfo. No mobiliário e complementos, uma sofisticada paleta de tons fechados: camelo, marrom, pitadas de verde e, de novo, preto. Veja como as poltronas vintage do dinamarquês Hans Wegner, a releitura do sofá Chesterfield e o tapete nepalês exclusivo formam um conjunto coerente. O acabamento acima da média para uma mostra e a produção dos objetos são capítulos à parte. O que dizer do alce de acrílico sobre a lareira? Acima da mesa do escritório, há espaço até para um relógio cuco, que evoca a memória afetiva. De resto, é saborear o clima de romantismo, a música jazzy e... deixar o mundo lá fora.