Uma seleção de quem conhece

JENNIFER GONZALES - O Estado de S.Paulo

Desde a viagem do italiano Marco Polo (1254-1324) à China, o Ocidente conheceu um novo mundo por meio de seus relatos e Veneza, já naquela época, comercializava com o império bizantino, levando sedas, vidros e tapetes, entre outros, para a Europa. Esse contato acendeu a fascinação por culturas remotas, que continua presente na decoração. Tanto que é cada vez mais comum a mistura de peças étnicas em ambientes residenciais. A convite do Casa& cinco profissionais abriram suas agendas e indicaram os melhores endereços de lojas que comercializam móveis desse estilo em São Paulo. As lojas Cecília Dale - Entre o variado catálogo (que abastece até listas de casamento), destaque para peças étnicas - caso das feitas na China com madeira antiga. Há mesas de centro, por exemplo, que são réplicas de camas usadas nas casas de ópio. Esencial - Conhecida pelos acessórios de moda e decoração, a loja também comercializa itens étnicos que valem a visita. Entre bancos, banquetas, baús e objetos da Tailândia, China e Índia, há criações nacionais como as da designer Vera Souto, que assina os tamboretes de cerâmica revestidos de tecido africano. Espaço Til - Com cinco endereços, a empresa trabalha com ampla diversidade de móveis - de banquetas a mesas de jantar - originários da China, das Filipinas e do Vietnã, entre outros. Em sua maioria, as peças são exclusivas e a venda é de pronta entrega. Esther Giobbi - No casarão da Avenida Brasil, ambientes contemporâneos são recheados de mobiliário étnico, exemplificando o valor desse gênero decorativo. Formas e cores se destacam na seleção feita pela decoradora que dá nome à loja, habituada a garimpar em viagens e leilões. Mas também há espaço para peças nacionais, como a cadeira feita de pau-terra e jatobá. Indoasia - A atração da loja - que lembra uma galeria de arte, caprichando na iluminação direcionada para destacar as peças - são os móveis da Índia. A maioria das peças à venda, entretanto, procede da Indonésia, onde artesãos produzem, com exclusividade, móveis com um toque étnico local. Juliana Benfatti Antiguidades - Com espírito de pesquisadora, Juliana Benfatti garimpa peças no Oriente Médio, Ásia e África, procurando o que há de mais original em cada país por onde passa. A dona do antiquário não segue tendências, mas sim o que agrada sua intuição - o que sempre provoca boas surpresas. Entre elas, uma cômoda de madeira e madrepérola originária do Irã. L?Oeil - Uma das pioneiras no mercado de decoração étnica em São Paulo, em 1994 a loja começou a importar peças do Marrocos - da China ela traz há dez anos. A empresária Judith Rozenhek viaja regularmente ao país asiático em busca de móveis de época, como o armário de madeira Kitchen, cuja parte inferior era usada, originalmente, para acomodar os sapatos à entrada da casa. Patrimônio Antiguidades - Especializada em arte tribal - feita por comunidades para consumo próprio -, a casa, inaugurada em 1982 por Christian Heymès, trabalha com móveis e objetos da Ásia, Oceania e África Ocidental (onde 80% das tribos africanas estão localizadas, segundo ele). No acervo do antiquário há camas, poltronas e cadeiras. Tribes - O estoque é renovado constantemente, mas os best sellers são encontrados em qualquer época, como bancos para áreas externas de madeira teca antiga e poltronas da Indonésia e da China. A espreguiçadeira Lasy é um dos clássicos da loja, com estrutura de teca e revestimento de rattan ou palha de bambu. Wharehouse - Filhas de antiquários, as irmãs Ana e Marie Asmar abriram a empresa em 1984, até se mudarem para um galpão de 3 mil m². O showroom exibe móveis e acessórios da China, Indonésia, Tailândia e Vietnã, com um estoque de 25 mil itens. Há também algumas antiguidades, como o ofurô de cedro do início do século 20.