Uma sala, quatro versões

Marcelo Lima - O Estado de São Paulo

A partir da mesma base – sofá e mesas –, montamos decorações de estilos diferentes para você se inspirar

Sala em estilo Pop, decorada por Juliana Fabrizzi

Sala em estilo Pop, decorada por Juliana Fabrizzi Foto: Marcelo Hermsdorf

A compra de um bom sofá e de peças de apoio, como mesas de centro e laterais, representa a conclusão de uma etapa fundamental para quem está decorando a sala. Mas trata-se apenas do primeiro passo. Quadros, almofadas e tapetes são itens igualmente essenciais, e devem ser selecionados com cuidado para que todos os elementos, móveis e acessórios, possam conversar entre si, gerando composições harmônicas e originais.

Claro que, nessas horas, o ideal seria contar com a orientação de um arquiteto. Mas, pensando em quem pretende executar o serviço por conta própria, o Estadão convocou quatro designers para redesenhar por completo o visual do ambiente, mantendo os mesmos móveis e trocando apenas os acessórios: tapetes, quadros e almofadas. Um exercício de criatividade que trouxe à tona quatro belas salas, decoradas em quatro dos mais difundidos estilos de decoração, e que pode servir de inspiração para uma mudança rápida, mas radical. Acompanhe, a seguir, as indicações dos profissionais. 

Sala em estilo clássico light, por Marcelo Rosset

Sala em estilo clássico light, por Marcelo Rosset Foto: Marcelo Hermsdorf

Clássico. É provavelmente o estilo mais difícil de errar, pois arrisca pouco nas cores, trabalha com proporções bem definidas e com uma cartela sóbria de cores, na qual o branco, o marrom e o bege ganham destaque. “Se você está procurando um visual atemporal, não tem erro”, afirma o arquiteto Marcelo Rosset. 

Para dispor os quadros, Rosset escolheu uma combinação mais clássica, conhecida como díptico. Nela, duas telas seguem a mesma linguagem – colocadas alinhadas, lado a lado, formam uma grande imagem. “As almofadas escolhidas são todas diferentes entre si, mas têm em comum a combinação de cores em rosa, preto e branco. Estas estampas diversas imprimem contraste à composição”, diz.

Sala em estilo escandinavo, por Ticiane Lima

Sala em estilo escandinavo, por Ticiane Lima Foto: Marcelo Hermsdorf

Escandinavo. É famoso pelo bem dosado uso do branco, mesclado a tons pastéis e à madeira clara. Tem muito do minimalismo, sobretudo em relação ao uso de materiais como madeira e tijolos aparentes. Esse estilo é conhecido também por conferir um ar de leveza e frescor à decoração, por meio do uso da cor branca, em geral predominantemente nos móveis e paredes. “Minha intenção foi sugerir afeto, calor, nostalgia”, afirma a arquiteta Ticiane Lima, que compôs sua sala inspirada pelo estilo. “Para o quadro, priorizei o rosa, muito em função do momento que estamos vivendo. Por meio da cor, procurei transmitir amor e compreensão.” 

Sala decorada em estilo minimalista por Daniela Cianciaruso

Sala decorada em estilo minimalista por Daniela Cianciaruso Foto: Marcelo Hermsdorf

Minimalista. É o estilo preferido de quem não abre mão de formas simples, contrastes acentuados entre branco e preto, linhas bem definidas e matérias-primas à mostra, empregadas quase sem revestimento. É também o que utiliza o mínimo de peças na decoração, segundo seus adeptos, para ampliar a funcionalidade dos espaços. 

Na proposta da designer de interiores Daniela Cianciaruso, por exemplo, um conjunto de quadros desiguais se equilibra com as almofadas posicionadas na outra extremidade do sofá. Para criar uma atmosfera natural, materiais rústicos aparecem na textura do tapete, nas almofadas e no concreto dos quadros.

Pop. Jovem e informal, destaca-se pelo uso de cores vivas, como o vermelho, o amarelo, o laranja e o rosa pink. Entre os estilos de decoração, é o mais alternativo e irreverente, ideal não apenas para os jovens, mas também para aqueles que não vivem sem uma pitada de cor e desejam exprimir individualidade. “A ideia foi criar um ambiente descontraído e, acima de tudo, agradável de olhar”, afirma a arquiteta Juliana Fabrizzi. Com uma palheta de cores exuberante, mas tonalidades calmas, a intenção não foi chocar, mas estimular a observação. “Os quadros surrealistas personalizam o espaço. Gosto de pensar que são figuras que permitem as mais variadas formas de interpretação. Você pode mudar sua percepção sobre a obra cada vez que olhar para ela”, comenta a profissional.

Por fim, algumas almofadas de desenho geométrico, posicionadas no chão, contribuem pra criar uma atmosfera convidativa e despojada, induzindo os visitantes a se sentarem sobre o tapete para jogar conversa fora. “É para se jogar mesmo”, brinca.

ONDE ENCONTRAR: Almofadas e impressões em tela ou em canvas, com molduras: Urban Arts (urbanarts.com.br). Mesas de centro, laterais e sofá: Franccino e Franccino Casa (franccino.com.br). Tapetes: By Kamy (bykamy.com.br).