Em trabalho conjunto, apartamento ganha cores e texturas

Roberta Cardoso Especial para - O Estado de S.Paulo

Arquiteta teve ajuda das donas em apartamento de 82 m², em Pinheiros

Almofadas coloridas têm a função de interagir com as cores da cozinha e hall.

Almofadas coloridas têm a função de interagir com as cores da cozinha e hall. Foto: Fotos: Evelyn Müller

Para transformar um apartamento de metragem enxuta, 82m², em um lar acolhedor para uma mãe e sua filha de sete anos, a arquiteta Ana Yoshida não hesitou em incluí-las no projeto. E deu certo. Sugestões das moradoras, o uso de cores vibrantes e de soluções espertas para contornar as limitações de espaço – sobretudo para guardar brinquedos e roupas da menina – surtiram efeito, transformando o pequeno imóvel no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital, num espaço dinâmico e cheio de vida.

“A moradora gosta de revestimentos. Isso ajudou bastante. O papel de parede do quarto da menina foi escolha dela”, diz.

De certa forma, tudo parece conversar. A trama de pastilhas azuis na cozinha deu o tom da mobília e dos objetos da sala de jantar e estar. A bancada, exigência da moradora, é mais estreita que a de modelos padrão. “Por isso é suspensa. As cadeiras encaixam melhor e a circulação fica mais arejada. A poltrona azul, além de ser um espaço a mais na mesa, traz irreverência.”

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A parede do hall de entrada, embora seja neutra, é texturizada, o que destacou o móvel azul. Na sala, um tapetão com tons da mesma cor consegue sugerir amplitude, assim como a grande tela na parede. “Por ser estreita, optei por um sofá sem braços. Ele virou uma espécie de divisória. De um lado, tem a sala de estar, quase uma extensão da varanda e da mesa de jantar. Do outro lado, a sala de TV”, conta. “E o mesmo se passa com o tapete. A tela na parede parece extensão dele.”

Os quartos seguem a mesma lógica de otimização: marcenaria planejada para acomodar o que os guarda-roupas não conseguiam. “Fizemos uma torre, também azul, ao lado da cama de casal e com espaço para um criado mudo”, fala a arquiteta. Porém, o quarto da filha trouxe mais desafios. “Elevamos a altura da cama e criamos gavetões de diferentes tamanhos para comportar os brinquedos. Ela (cama) também ganhou uma miniestante e uma penteadeira dupla função, podendo virar mesa de estudo”, conta Ana. Para completar, luz LED no teto. “Ela tem um controle remoto e pode dar vazão a seu lado mais lúdico, mudando a cor da luz quando quiser” finaliza.