Sala de estar

Marcelo Lima - O Estado de S.Paulo

Diretor da Maison&Objet comemora os 20 anos da feira francesa com planos de expansão

Pavilhão da feira em Paris

Pavilhão da feira em Paris Foto: Divulgação

Make – fazer – é um dos temas propostos para o próximo semestre pelo observatório de tendências da Maison&Objet, feira francesa semestral que a cada edição convida três consultores para “encenar”, em mostra específica, suas apostas para a temporada. “Essa preocupação em contextualizar o que é apresentado é uma das nossas marcas registradas”, afirma o diretor de comunicação da feira, Philippe Chomat, que este ano comemora os 20 anos de realização do evento, em meio a planos de acelerada expansão. “Em março do ano passado fizemos nossa primeira edição em Cingapura. Em maio, a Maison abre suas portas em Miami”, adiantou ele ao Casa em entrevista exclusiva.

Como são definidos os temas-chave de cada edição?

Ao final de cada mostra, o Observatório Maison&Objet, composto por três estúdios de design – de Elizabeth Leriche, François Bernard e Vincent Grégoire –, interroga os participantes, dos visitantes aos expositores, sobre o que observaram durante os cinco dias de feira. Essa primeira impressão é a base de pensamento que lhes permitirá definir uma das três áreas de influência que serão encenadas na próxima edição. As reflexões são, então, amadurecidas ao longo dos encontros da equipe, até que, na fase de montagem, cada um desenvolve seu tema com total liberdade, a partir de objetos ou projetos que lhes parecem encarnar melhor sua visão. Estejam eles sendo apresentados, ou não, pelas empresas participantes dentro da feira.

O que particulariza a Maison&Objet em relação a outras grandes feiras europeias como Milão ou Frankfurt? 

Penso que, em primeiro lugar, nossa oferta: oferecemos uma gama abrangente – e internacional – de artigos que não se limita a móveis, mas também inclui iluminação, têxteis e acessórios para a casa. Depois, há sua atmosfera particular, relacionada com a apresentação de nossos estandes e com a cenografia de mostras conceituais.

Após duas décadas, qual o balanço do trabalho realizado?

Fundamentalmente, nos sentimos honrados por termos proporcionado tantos encontros. Designers hoje reconhecidos mundialmente se beneficiaram da visibilidade oferecida pelo evento, que lhes proporcionou a sala de estar ideal para iniciar suas carreiras. Ao mesmo tempo, creio que ajudamos a construir uma comunidade que reúne profissionais de todo o mundo. Uma comunidade leal que não para de crescer.