Projeto Raiz promove designers brasileiros na Europa

Marcelo Lima - O Estado de S. Paulo

Confira a entrevista com a coordenadora do projeto, Ana Cristina Schneider, e Eduardo Santarossa

Hall de entrada da Embaixada do Brasil em Paris, último ponto de parada da mostra itinerante do Projeto Raiz

Hall de entrada da Embaixada do Brasil em Paris, último ponto de parada da mostra itinerante do Projeto Raiz Foto: Projeto Raiz

Paris foi a primeira parada da mostra itinerante do Projeto Raiz por embaixadas brasileiras na Europa. Uma iniciativa do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves, Sindmóveis, em parceria com a Apex-Brasil, que tem como objetivo promover internacionalmente os móveis e designers brasileiros.

Após passar por Milão em abril deste ano, foram definidos inicialmente quatro destinos: Roma, em junho, Paris, durante a semana de design local que termina hoje, Estocolmo e Londres, a partir de fevereiro do ano que vem.  “Já temos uma nova rodada desenhada. Estamos apenas avaliando as possibilidades de realização”, revela Ana Cristina Schneider, coordenadora do Raiz, que, juntamente com o consultor Eduardo Santarossa, também do Sindimóveis, comentaram o roteiro da mostra nesta entrevista exclusiva para o Casa.

Com base em quais critérios são definidos os participantes de cada edição?

Ana Cristina Schneider: Para integrar nosso projeto o designer deve estar, fundamentalmente, apto a atender as exigências do mercado internacional, tanto em termos de conteúdo quanto de produção. Este potencial de internacionalização é atestado por nossos próprios gestores. Já a curadoria é feita pelo próprio mercado. É ele que nos indica os possíveis candidatos em todo o Brasil. 

Qual a percepção que o móvel nacional tem despertado nos lugares pelos quais já passou?

Eduardo Santarossa: O mundo do design está em permanente busca de inovação e diversidade e, neste sentido, o produto brasileiro ganha pontos. Não seguimos um estilo único, cada região e cada designer possuem características próprias e esse fator é muito apreciado lá fora. A preocupação do nosso designer com o meio ambiente é outro ponto relevante. No caso da madeira, além da nossa variedade natural, trabalhamos apenas com espécies certificadas ou provenientes de florestas de manejo sustentável e, além disso, dentro de processos produtivos menos agressivos.

De que forma a mostra tem contribuído para a difusão do design nacional?

ACS: Estamos ainda no começo, mas percebemos que o mercado externo ainda não tem um conhecimento muito claro sobre nosso design. Nesse sentido, penso que nossa mostra itinerante tem contribuído diretamente para posicionar nossos designers. Tivemos bons resultados com o público, com os designers, com a mídia internacional. Tudo isso nos motivou a realizar uma nova rodada, que já está em andamento. Acreditamos que repetir o ciclo só vai colaborar ainda mais para este fortalecimento.

Bancos da série Equilibrium do designer André Poli, um dos convidados da mostra

Bancos da série Equilibrium do designer André Poli, um dos convidados da mostra Foto: Projeto Raiz

Banco Paralela, de Léo Romano, outro destaque da mostra

Banco Paralela, de Léo Romano, outro destaque da mostra Foto: Projeto Raiz