Paredes que contam histórias

Roberta Cardoso - O Estado de S.Paulo

Longe do lugar comum, quartos infantis investem em atmosferas de sonhos

Longe do lugar comum, quartos infantis investem em atmosferas de sonhos

Longe do lugar comum, quartos infantis investem em atmosferas de sonhos Foto: Nathalie Artaxo

UNIVERSO PARTICULAR. O arquiteto Rodrigo Costa assina a quatro mãos a criação do mundo encantado de Layla: bebê que vive em meio a paredes que recriam a atmosfera de uma floresta mágica, em pleno bairro de Higienópolis. “A mãe optou pelo tema. E desde o começo pensamos em criar um lugar encantado. Foi quando chamamos o designer gráfico Orlando Facioli para criar o desenho”, conta Costa. “Sempre gostei de ‘Alice no País das Maravilhas’. Fui construindo essa floresta com personagens, mas sem um roteiro pronto. Criei um quarto onde inúmeras histórias podem nascer”, conta Facioli. Coube ao arquiteto viabilizar a ideia. “Imprimi a imagem em vinil. Apliquei o desenho no trocador e em almofadas para que tudo participasse. A marcenaria rústica ajudou a colocar a imagem em evidência”, conta Costa. Já Facioli vislumbra o futuro. “Quero que Layla crie suas próprias histórias a partir desse desenho”, finaliza ele.

 

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PARQUINHO EM CASA. Foi o dono do quarto, Pietro, de 2 anos, quem determinou o que queria na parede: a Tuti, sua tartaruga de estimação, um bicho preguiça, uma girafa, um leão, um panda, entre outros animaizinhos. Coube a arquiteta Camila Cordista criar um espaço que contemplasse os pedidos do menino e também os da mãe, que só queria que o filho tivesse um quarto que ele gostasse de ficar. Com ajuda da artista plástica Kaju, Camila conseguiu mais: o garoto, antes introvertido, agora adora socializar com as visitas e mostrar o seu ambiente preferido da casa. “Para que ele aproveite ao máximo o espaço, colocamos um balanço e criamos uma parede escalável”, diz Camila. Hoje, Pietro não pede mais para dormir com os pais. 

SAFÁRI NO QUARTO. Quando conheceu o trabalho da artista Juliana Brandão, a arquiteta Gabrielle Fuzinato decidiu que quando tivesse um filho iria chamá-la para fazer um desenho para seu quarto. O tempo passou, o bebê nasceu, mas foi só quando ele estava com três anos que o sonho pode ser concretizado. “Foi a primeira coisa que decidi, porém a última a ser feita”, conta Gabrielle. Antes, ela investiu em uma marcenaria planejada que ajudou a destacar os desenhos. “Ele (o filho) ainda não está interessado em carrinhos e aviões. Por isso o tema de animais na floresta. É algo que ele gosta”, conta a mãe. “Ele adora o espaço e sempre que chega visita leva para mostrar o quarto”, entrega.