Para driblar a crise

- O Estado de S.Paulo

Os móveis diminuíram. A casa ficou mais acolhedora e colorida. Eis o arsenal de Milão para enfrentar os tempos

Espécie de farol para lojistas e trendsetters de todo o mundo, a mais importante feira internacional de design e decoração, se não surpreendeu pelo número de lançamentos, não deixou a desejar no quesito artifícios para contornar a crise. Cores, imagens digitalizadas e detalhes capazes de individualizar os produtos foram destaque na maioria das coleções. Aos olhos de Milão, o futuro da paisagem doméstica se desenha ainda mais sensorial e colorido. Mas nem por isso menos ético e responsável.

Longe dos formatos oversized de tempos recentes, sofás e poltronas perdem em tamanho e ganham em sensação de acolhimento. Presente em quase todas as coleções, por exemplo, a ideia de desmembrar estrutura e estofamento foi um recurso empregado pela maioria dos fabricantes para diminuir os custos de produção.

Simples, mas não mínimas, as cadeiras ganham formas, cores e materiais que remetem à natureza. O mesmo acontece com mesas e armários, que parecem empregar cada vez menos materiais em sua produção: um signo de distinção em tempos ecologicamente corretos.

Território aberto ao sonho, o quarto continua a investir em fantasia e romantismo. De um lado, por meio de camas delgadas, com formatos aerodinâmicos. De outro, por meio de referências a móveis de época, como o baldaquino e o estofamento tipo capitonê.