Objetos de valor afetivo de morador conduziram a decoração de duplex no Campo Belo

Roberta Cardoso - O Estado de S.Paulo

Para inserir um grande acervo de objetos afetivos, projeto distribuiu diferentes volumes nos ambientes

Nichos da estante foram preenchidos com peças garimpadas e de valor afetivo do proprietário.

Nichos da estante foram preenchidos com peças garimpadas e de valor afetivo do proprietário. Foto: Julia Ribeiro

Ter um apartamento em que todo o projeto de interiores refletisse a sua personalidade, suas predileções e ainda abrigasse um grande acervo de recordações garimpadas ao longo da vida. Este era o desejo do jovem proprietário deste duplex de 141 m², localizado no Campo Belo, e a missão da arquiteta Cláudia Xavier, escalada para a tarefa. “O cliente queria que as pessoas entrassem e identificassem o apartamento como ‘a cara dele’”, conta a profissional, que complementa o perfil do morador: “Ele ama cores, gosta de moda, design, tecnologia e tem a música como hobby”, contextualiza.

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Para criar a atmosfera desejada, foi preciso fazer algumas intervenções na planta. A sala foi ampliada, a cozinha fechada, a escada redesenhada e uma das varandas diminuiu suas dimensões. “Ele não gostava de rejuntes, então o piso é liso, de tecnocimento. A base teve de ser neutra para abrigar as cores e os diferentes volumes de objetos que ele tem. Usei tons de cinza e branco”, explica.

Aproveitar o grande pé-direito e revesti-lo com placas de madeira foi uma das apostas para aquecer o ambiente, otimizar o espaço – que ganhou inúmeros armários – e prepará-lo para a decoração. “Desde o início pensamos juntos que a distribuição dos móveis e objetos teria de ser harmoniosa. Não queríamos paredes cheias de quadros alinhados. Nossa ideia era destacar as peças de valor afetivo em composições menos certinhas, usando não só armários, mas as paredes também”, conta Cláudia, que contou com muita paciência e testes para compor cada detalhe dos ambientes. “Quando saímos para escolher os móveis, ele sempre escolhia os mais coloridos. Então eu andava com uma amostra de cores sempre à mão para equilibrar”, diz.

No andar de cima, onde fica a área íntima, a linguagem do piso inferior e das áreas externas também foi preservada. A suíte tem parede de tijolos, piso de parquet e composições de objetos pendentes ou fixados nas paredes. Já o closet, criado para também servir como área de trabalho, não escapou do colorido. “Na primeira visita da mãe ao apartamento pronto, ela falou: ‘está a cara do meu filho!’”, finaliza.