No campo. E moderno

BETO ABOLAFIO - O Estado de S.Paulo

Eis a ideia de Toninho Noronha para o projeto, que tem apelo bem atual

Há quem tenha forte ligação com o passado, mas Toninho Noronha, que criou um loft para estar no campo, diz "só ver o presente e o futuro". Com 75 m², o espaço tem living, sala de jantar e cozinha, tudo integrado, mas dispensa o quarto. Canela de demolição reveste o piso e faz os painéis das paredes, com iluminação embutida. "Há também rasgos de vidro para a luz natural entrar."

A maioria do mobiliário tem matéria-prima natural, como o sofá com lona em tom cru, os pufes de couro ou a poltrona de fibra. Meio sem querer, o arquiteto optou pelo dourado como cor que se repete nos espaços. "Veio da luminária de Tom Dixon, que usei no jantar", conta ele, que ainda adotou a cor nas mesas de centro espelhadas do estar e em objetos na cozinha. Ali, o balcão de granito preto jateado traz o fogão embutido. Uma peça da mesma pedra estende-se de ponta a ponta na parede de fundo. Trata-se de uma boa solução: serve de apoio ao preparo dos alimentos e apara, no living, telas e objetos - bem escolhidos, por sinal.

Curioso é que, embora tenha usado materiais ecologicamente corretos, Toninho parece meio desanimado com o conceito da sustentabilidade, um dos vetores dos novos tempos. "Tenho bode disso", conta. Por quê? Entre outros aspectos, ele diz achar feios os produtos feitos a partir da reciclagem de garrafas.