Monte sua mesa e árvore de Natal

Marcelo Lima - Impresso

A pedido do "Casa" quatro profissionais assinam mesas e árvores de natal exclusivas, feitas com materiais alternativos

Mesa de Natal produzida pelo design de interiores Moreno 

Mesa de Natal produzida pelo design de interiores Moreno  Foto: Zeca Witnner / Estadão

Como ponto de partida, uma mesma mesa de jatobá, acompanhada por quatro bancos na matéria-prima, que leva a assinatura do italiano Gianfranco Mangiarotti e foi produzida pela Acierno, em Rondônia. Anexo a ela, o mais típico dos pinheiros natalinos. Um dos best sellers de todos os anos de uma das gigantes do setor, a tradicional Cecilia Dale.

Da nossa parte, a intenção de sugerir a nossos leitores um Natal diferente. Menos afeito a enfeites e adornos convencionais e, definitivamente, mais comprometido com formas alternativas – e, mais do que isso, personalizadas – de celebrar a data. Uma missão por certo delicada, tendo-se em vista toda a tradição vinculada à festa, mas que, em boas mãos, pode render bons frutos.

Assim, sem recorrer a nenhum tema convencionalmente ligado ao período, quatro profissionais aceitaram o desafio e apresentam nesta edição as suas versões de mesas e árvores de Natal – bem a tempo de servir de inspiração para quem quer fugir da rotina em casa este ano.

“Suavidade e alegria foram os valores que procurei imprimir à minha festa”, declara a decoradora Lidia Damy Sita, que empregou material reciclado na composição. “Para mim, leveza foi a palavra-chave”, afirma a arquiteta Erica Giacomelli, que, com arame retorcido, obteve soluções de rara delicadeza e beleza. Sensação, aliás, compartilhada no trabalho de outros dois participantes, o arquiteto Murilo Weitz, que empregou pedras como matéria-prima, e o designer de interiores Moreno, que optou por plantas e frutos.

Para quem, como eles, acredita que o Natal é uma festa para ser vivida da forma íntima e personalizada, as próximas páginas estão repletas de ideias e sugestões.

Como ponto de partida, uma mesma mesa de jatobá, acompanhada por quatro bancos na matéria-prima, que leva a assinatura do italiano Gianfranco Mangiarotti e foi produzida pela Acierno, em Rondônia. Anexo a ela, o mais típico dos pinheiros natalinos. Um dos best sellers de todos os anos de uma das gigantes do setor, a tradicional Cecilia Dale.

Da nossa parte, a intenção de sugerir a nossos leitores um Natal diferente. Menos afeito a enfeites e adornos convencionais e, definitivamente, mais comprometido com formas alternativas – e, mais do que isso, personalizadas – de celebrar a data. Uma missão por certo delicada, tendo-se em vista toda a tradição vinculada à festa, mas que, em boas mãos, pode render bons frutos.

Assim, sem recorrer a nenhum tema convencionalmente ligado ao período, quatro profissionais aceitaram o desafio e apresentam nesta edição as suas versões de mesas e árvores de Natal – bem a tempo de servir de inspiração para quem quer fugir da rotina em casa este ano.

“Suavidade e alegria foram os valores que procurei imprimir à minha festa”, declara a decoradora Lidia Damy Sita, que empregou material reciclado na composição. “Para mim, leveza foi a palavra-chave”, afirma a arquiteta Erica Giacomelli, que, com arame retorcido, obteve soluções de rara delicadeza e beleza. Sensação, aliás, compartilhada no trabalho de outros dois participantes, o arquiteto Murilo Weitz, que empregou pedras como matéria-prima, e o designer de interiores Moreno, que optou por plantas e frutos.

Para quem, como eles, acredita que o Natal é uma festa para ser vivida da forma íntima e personalizada, as próximas páginas estão repletas de ideias e sugestões.

Suave é a noite

A decoradora Lidia Damy Sita produzindo sua mesa de Natal

A decoradora Lidia Damy Sita produzindo sua mesa de Natal Foto: Zeca Witnner / Estadão

A decoradora Lidia Damy Sita na sua produção de Natal, feita com base em enfeites confeccionados com materiais reciclados como papel jornal e folhas desidratadas. “O rosa claro está ligado ao amor, à doçura. Já o rosa escuro, à sofisticação, à energia, dois elementos que não podem faltar na celebração natalina”, afirma ela. 

Uma vez definida a tonalidade dominante, o formato dos enfeites veio fácil. “Não pode existir mesa de festas sem flores, não é?”, indaga Lidia, que se ocupou pessoalmente da elaboração dos pequenos arranjos que decoram sua mesa, mas não apenas ela. Também sua árvore de Natal recebeu cordões de rosas. “Por que não? O importante é cada um compor a sua árvore para homenagear a data”, diz. 

Destaques na composição, os porta-pratos e alguns enfeites da árvore foram produzidos por um artista amigo, Edson dos Santos, ex-morador de rua, que se aperfeiçoou na técnica de reciclagem na Oficina de Artes Boracea. As demais rosas, de aparência frágil e delicada, por artesãos que reciclam folhas na fazenda Brumada, em Mogi Mirim. “Sempre necessário, o toque humano é ainda mais essencial no Natal.

Colorido tropical

O design de interiores Moreno produz o arranjo de sua mesa

O design de interiores Moreno produz o arranjo de sua mesa Foto: Zeca Witnner / Estadão

“Sabia do risco que corria, mas, ainda assim, resolvi optar por um único arranjo”, comenta o designer de interiores Moreno, que encarou o desafio de compor uma mesa de Natal tendo como matéria-prima plantas e frutos tropicais. 

De imediato, a intenção de abrir mão de uma toalha. “A tonalidade quente da madeira empregada na mesa me agradou. Ela de alguma forma se liga ao étnico, componente que, ainda que de maneira sutil, resolvi trabalhar”, diz o designer, que, ao escolher os demais elementos da composição, também dispensou adornos e acessórios.

“Não senti necessidade. Resolvi concentrar todas as atenções na cesta de plantas e frutos”, conta ele, que vasculhou de supermercados a lojas especializadas em plantas à caça de novidades. “Descobri muitas coisas. Entre elas, uma espécie de cravo-musgo que ficou perfeito como bola para a árvore.”

Feitas as contas, o resultado foi compensador em todos os sentidos. A decoração proposta por Moreno produz impacto e custa pouco. Reverencia o Natal, mas não tem nada de óbvia. 

Leveza Metálica

A arquiteta Erica Giacomelli em meio à produção de sua mesa

A arquiteta Erica Giacomelli em meio à produção de sua mesa Foto: Zeca Witnner / Estadão

Apesar de desde a mais tenra infância amar celebrar o Natal, a arquiteta Erica Giacomelli sempre considerou um tanto inadequada a decoração natalina tradicional, realizada nos moldes do hemisfério norte. Por isso, ao aceitar o convite para desenvolver sua própria versão da festa não titubeou. 

“Pensei imediatamente em leveza. Conceitualmente porque acredito que tenha mais a ver com a gente. Mas também em termos práticos. O Natal por aqui acontece no verão. Qual o sentido de entupir a casa com cores quentes e excesso de enfeites e acessórios?”, argumenta.

Da constatação à prática, suas atenções se concentraram no metal. Mais especificamente em uma variedade dúctil de arame, facilmente moldável, que por meio de sua intervenção direta (sim, foi ela quem produziu os enfeites e adornos que ilustram esta página) deu origem a uma decoração construída com base em dois conceitos essenciais: leveza e brilho.

“Experimentei e percebi que os nomes dos convidados podem ser escritos com arame. Que um simples arame pode se transformar em uma porta-guardanapos, que por sua vez pode ser oferecido como recordação. Gostei da experiência”, considera ela, que dá a dica: para formar palavras com arame, é só seguir o molde que você mesmo escreve no papel. 

Rolam as pedras

O arquiteto Murilo Weitz prepara sua mesa

O arquiteto Murilo Weitz prepara sua mesa Foto: Zeca Witnner / Estadão

Elas estão por toda a parte. Podem ser encontradas nos mais variados formatos e cores, quando custam, custam pouco, mas, ainda assim, podem se revelar preciosas. Razões mais do que suficientes para motivar o arquiteto Murilo Weitz a fazer das pedras o tema central na montagem de sua mesa e árvore de Natal.

Um exercício um tanto quanto ousado para olhares natalinos mais tradicionais, mas que se revelou bastante válido. Muito em função da neutralidade do serviço de mesa, transparente, selecionado pelo arquiteto. Mas, sobretudo, pelo colorido vibrante e pelo formato irregular de nossas pedras.

“Achei importante investir em uma base neutra e rústica. Daí o concreto, as placas de cimento que revestem a totalidade da mesa. São eles que ofereceram o contraste necessário aos discos de ágata, fazendo com que eles brilhem ainda mais”. 

Se a escolha do tema já se revelou ousada, o que não dizer do preto, empregado, sem restrições, na decoração. “Para mim tem tudo a ver com festa. Com sofisticação”, pontua Weitz.